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domingo, 19 de outubro de 2014

Ai os homens….

Para aqueles de vós que pertencem à minha faixa etária (oh buda, eu já pertenço a uma faixa etária!), com certeza que se recordam deste programa “ai os homens” da cadeia televisiva SIC; caso contrário vejam este resuminho http://videos.sapo.pt/FMdTrO9ZkmvE0arNDVWy. Tenho que admitir que a linha entre entretenimento e simplesmente ridículo é muito ténue, séculos e séculos de luta para que a mulher seja encarada ao mesmo nível do homem e de repente vemos com bons olhos objetivar homens. Vá lá meninas, há coisas que são melhores partilhadas entre amigas no chat do facebook; ai mas na altura não havia facebook!... é para isso que servem os cafés. Eu brinco claro, mas já estou a fugir ao tópico.

Ora a minha ideia a escrever este post não era falar do programa, mas aproveitar mais uma vez para me queixar da minha desastrosa experiência com homens; em geral gente, não estou a especificar ligações românticas! Sabem qual é o meu problema? Expectativas. Sim, eu tenho uma grande tendência para esperar mundos e fundos do primeiro individuo que me faz um elogio ou uma gracinha, ou daquele amigo que me estima e me promete sempre ser o meu ombro. Sim eu sou uma idiota, mas eu culpo a pessoa que contribuiu para metade do meu código genético e decidiu “despedir-se” do trabalho antes da verdadeira jornada ter começado. Sim eu sei, porque é que eu não consigo aceitar isso e seguir em frente? Ou agradecer todos os dias da minha vida por ter ganho o amor incondicional do homem da minha vida, o meu avô. Não sei porque, sou doida sei lá, “tratamento vai”. Só sei que tudo isso me tornou na pessoa confusa, insegura e inocente que sou. Mas falava de expectativas, ou seja, eu acho sempre que este sim, este é aquele que vai aguentar comigo os bons e maus momentos, a minha bipolaridade e acima de tudo apreciar o todo sem nunca me falhar. Ahahaha certo? Menina acorda para a vida. Sou uma sonhadora, e tenho ilusões constantes. Vivo no meu mundinho. Mas a verdade é que uso esta “máscara” de confiança e despreocupação, mas por dentro cada uma destas desilusões é uma facadinha no coração. A minha idade avançada tornou-me mais forte, e ajudou-me a compreender e a aceitar que dificilmente vou encontrar alguém que seja tudo aquilo que eu sempre quis; mas isso não quer dizer que é impossível, só quer dizer que tenho que ser mais seletiva.

Moral desta história: aprendi a ser mais paciente, não me iludir com uma carinha bonita ou com as palavras que fazem os cabelinhos do pescoço se arrepiarem de satisfação. Vou fazer uma listinha de coisas que procuro e não sair dos parâmetros que escolhi, porque preciso de manter um certo grau de racionalidade nestes assuntos do coração; isso faz-me parecer um bocadinho fria e convencida (a miúda acha mesmo que tem uma fila de homens à porta, e que vai escolher o melhor e atirar os outros á piscina, não não que isto não é o “ai os homens.”), mas é o que preciso. Afinal eu mereço o melhor, assim como toda a mulher! Não vamos contentar-nos com o confortável, vamos arriscar na felicidade e companheirismo que todas precisamos. Acima de tudo vou focar-me em mim, em me melhorar. Eu quero sentir que sei quem sou, que não preciso de ninguém para ser feliz e que eu tenho o meu lugar neste mundo, um lugar que eu conquistei sozinha. E deixar que as coisas que estão reservadas para mim me encontrem, que cheguem quando eu estiver preparada, que façam sentido e venham para ficar.



Acho que aquilo que eu quero mesmo partilhar convosco é um pouco da paz e serenidade que encontrei ao compreender que mesmo errando no passado não posso deixar que isso me marque e me faça sentir que não mereço ser feliz, ou que vou errar sempre. Se alguma vez sentiram algo parecido, bem ….não desesperem, as respostas vêm com o tempo. Esperem. 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Carta Aberta a uma Hipotética Amiga da Onça (smooth joana)

Querida hipotética,

Suponho que como segue a minha vida tão atentamente, já deve ter percebido que tenho dificuldade em dar 5 tostões por opiniões baseadas em inveja e rancor inexplicável, mas estou com uma insônia desgraçada e achei que seria divertido para quem leia esta carta e se sinta em baixo por descobrir as onças das suas vidas, meus queridos todos nós sofremos com essa praga, o melhor é relativizar e se possível decorá-la com humor.

Eu tenho consciência dos meus defeitos, sim eu sei que desconhece a palavra “consciência” – é uma vozinha na cabeça que nos massacra quando agimos mal e reconhece/insiste que somos capazes de mudar, mas isto não lhe faz falta querida é uma cruz das pessoas que têm compaixão e princípios. Tenho os meus dias, por vezes os defeitos tomam conta de mim e a consciência não me deixa dormir mas a minha educação faz de mim uma pessoa que se redime dos seus erros e volta a deitar a cabeça na almofada dormindo como um bebé.

arthur.bio.br

Chama-me princesa e mimada? Ora eu agradeço querida, todos os dias dou graças por ter a família que tenho, por ter recebido amor, mimo, o conforto e as oportunidades que me proporcionaram, não seria quem sou hoje se não fosse pelo carinho que recebi toda a minha vida. Deveria sentir-me mal porque sou amada pelos meus? Todos os dias me dói o coração ao ler o que se passa um pouco por todo o mundo, o quanto as pessoas sofrem porque ninguém se preocupa com elas ou lhes dá amor, comida ou liberdade. Sim sou uma princesa que teve como mentor um rei bondoso, carinhoso, humilde e trabalhador, um homem que dedicou a sua vida a trabalhar para proporcionar uma vida melhor á família, e quando se podia ter reformado dessas responsabilidades escolheu cuidar de mim e do meu irmão, sem pensar duas vezes e com o coração aberto. Serei eternamente grata por ter sido educada por um homem com princípios, lutador, inteligente, bem formado, correcto, que sempre acreditou na bondade dos outros por mais que a vida lhe mostrasse o contrário ele nunca desistiu de tentar trazer um bocadinho da sua luz para a vida de todas as pessoas que conhecia. Tantas qualidades e no entanto palavras nunca poderão expressar o amor que eu tenho por este herói e nunca me vou sentir culpada por ter alguém na minha vida que sempre acreditou em mim, sempre me ajudou a perceber que eu posso ser o que eu quiser mas que antes de tudo devo procurar ser feliz. E agora com toda a verdade lhe digo que lamento que não tenha tido o mesmo, tenho a certeza que seria uma pessoa muito melhor e não teria tempo para analisar os meus passos. No entanto isso não é desculpa para o veneno que corre nas suas veias minha senhora, ser bom ou mau é uma escolha, você não soube escolher e isso é triste.


Chama-me vaidosa e com a mania que sou melhor que todo o mundo. Mais uma vez obrigado, não sei porque me sentiria mal por sair de casa com o pescoço levantado e a cara lavada! Há coisas que o dinheiro não pode comprar, uma delas é o bom gosto. Sou um pouco materialista? Sem duvida que gosto das minhas coisas, mas guardo-as e estimo-as com muito carinho pois trabalhei para as pagar e sei quanto custa a vida. Eu sei que para si isto é uma coisa estranha, mas nem toda a gente esta disposta a vender “tudo” para ter dinheiro de sobra. Mais uma coisa que eu aprendi com o meu avô, quando trabalhamos e somos independentes financeiramente damos muito mais valor às coisas e principalmente às dificuldades das outras pessoas, o que consequentemente gera um sentimento de compaixão e altruísmo e não podemos descansar se não contribuimos um pouco. Engraçado não é? Eu não acho que sou melhor que ninguém, minha querida, nunca fui perfeita e já cometi muitos erros mas redimi-me e “renovei-me”; mas sinto que sou muito melhor que a senhora, isso não posso negar, mas também não é difícil sentir-nos superior quando comparados com seres humanos mesquinhos e com ar na cabeça. Pense nisso.

gossipgirlnotipotfashiteen.blogspot.com 

E sabe que mais? Não me conhece de todo, mesmo depois de tantos anos a vigiar-me, porque é certo que sou feliz com a vida que tenho mas trocava tudo num milisegundo para ter o meu avô comigo por mais uns anos, um dia só, uma hora para lhe dizer que o amo só mais uma vez. Há mais uma coisa que lhe posso ensinar o dinheiro não compra amor, e deve ser triste viver rodeado de amigos que a suportam por quererem algo de si. Lamento mesmo. Eu por outro lado era feliz a morar num casebre bem no meio da montanha, primeiro porque sempre sonhei em viver no sossego e longe de línguas afiadas; segundo o ar da montanha é bom para a saúde e visto que sou vegetariana seria econômico alimentar-me, a natureza é o melhor supermercado; terceiro e último, garanto-lhe que só precisava de um saco de batatas e uma linha de pesca para fazer um vestido que faria inveja a uma mulher insossa como você. As verdades são para se dizer não é? Eu uso qualquer trapo com confiança, seja o que for, e tenho muito brio na minha aparência, é o meu cartão-de-visita e mostra ao mundo que sou acessível e humana. Se quiser eu posso ajuda-la a ganhar um pouco de confiança nesse campo. E se gosta tanto do meu facebook dê-me a sua morada, eu mando-lhe uma foto autografada.

Atentamente,
Joana Afonseca


*Lamento que isto seja tão longo mas diverti-me imenso e levantou o meu astral hoje. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

2013



2013 foi um ano que tanto deixou por dizer que quase me dariam por MIA ou desaparecida em combate (em bom português). Agora que “acabou” já me sinto o pouco mais á vontade e com vontade de o explorar e escrutinar minuciosamente - para matar de vez essa curiosidade e os diz-que-disse-que-nada - e alimentar meu narcisismo compulsivo até á obesidade.


Quem me conhece e portanto sabe desta minha aversão a qualquer e todo o tipo de festividades, compreende a falta de posts sobre o assunto. Resumo? Todos os dias podem ser “Natal” e o facto de que de 365 em 365 dia (366 em anos bissextos) deitamos o calendário ao lixo e compramos um que começa, surpresa surpresa, por Janeiro – não é, para mim, motivo de celebração. É um facto, se vamos a celebrar todos os “factos” da vida, meu amigo, não fazíamos mais senão festejar – por mais que eu goste de festa meus queridos o que é demais enjoa. 

Mas de qualquer maneira posso dizer-vos que estes últimos 12 meses foram de factos extremamente significativos na minha curta existência, e será por isso para sempre lembrado como o pior e o maior ano da minha vidinha.  Estará lá nas estrelas junto do ano em que nasci, o longínquo e ainda brilhante ano de 1990 (podem pesquisar, ou esperem que eu vos conte); o ano em que o dador de esperma deixou de perfilar na minha infância ou o ano do “há males que vêm por bem”; o grandioso ano em que percebi finalmente porque é que existem meninos e meninas (se é que me entendem), e que “há mais marés que marinheiros”, “há mais peixe no mar” e “há muitos burros do mesmo pelo”; e infelizmente o ano em que percebi que a vida é demasiado curta para amar quem nos ama e para chorar por quem não nos merece. Este ano de 2013 poderá ser descrito como o ano em que fiquei sem chão, em que perdi a vontade de pensar, de agir, de respirar e de viver; mas principalmente o ano em que provei a mim mesma, aos que me amam e aos que me odeiam, que ainda há mundos dentro de mim por desvendar.  Num deles eu sou Xena a princesa guerreira, que se reergueu do pó do seu ser vazio e derrubou com punho de aço os seres tóxicos que poluíam a minha alma e mente, consequentemente fazendo-me sentir insignificante – e  regozijei sob a poça dos seus despojos ensanguentados, vitoriosa e mais forte do que nunca. Sim, um pouco mais negra e completamente “cacofônica” (de disfemismo), mas indiscutivelmente mais energética, criativa (quase explodindo no meu mundo de imaginação) e definitivamente feliz. Foi o ano da mudança, tanto interior como exterior, foi uma continuação da jornada começada em 2012. Uma jornada de introspecção, auto-conhecimento e iluminação, foi uma vitória. 




Mudei a cor de cabelo, emagreci 10kg, dediquei-me a mim e a meditação, yoga e thai-chi. Ri, chorei, amei e perdi. Realizei imensos projectos relacionados com moda e beleza e por isso decidi adicionar mais um passatempo á lista dos favoritos. Fiz muita coisa, o que não fiz foi partilhar aqui convosco, espero que este ano isso não se repita – mesmo que só uma pessoa se importe com o que me vai na alma já vale a pena. Quero que este seja um espaço sagrado, onde posso partilhar os meus pensamentos e ideias sobre a vida e tudo mais que me interesse. 

Agora que expeli estes demónios é de bom tom terminar numa nota mais alegre, ou seja os momentos extraordinários que vivi este ano. A união mais forte na minha pequena família deu-me a certeza que tenho os pilares da minha vida firmes e presentes para tudo, e de repente o medo de falhar não é tão grande porque sei que a minha família acredita em mim e me ama não importa o que eu faça ou seja. Depois da minha recusa em celebrar seja o que for, o mau humor costumeiro, e a aversão ao cristianismo em favor do budismo, poderia levar qualquer família á loucura – mas não a minha, e somos felizes assim. Os laços de amizade que se tornaram tão mais fortes e me seguraram nas tempestades e adversidades que enfrentei em 2013, fizeram-me acreditar que existem pessoas que valem a pena, porque nos fazem felizes e somos um pouco melhores porque os fazemos felizes também, vocês sabem que vos amo. E em continuação com o tema das amizades, a família académica também aumentou este ano transacto, com a adição das afilhadas que ficarão para sempre no meu coração, pelo carinho e a amizade que ofereceram e a confiança em mim, como a pessoa que as guiou e guiará na vida académica. E espero também, um laço que dure para toda a vida. Amo-vos minhas princesas. 




Sejam felizes e que 2014 seja o ano das vossas vida.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vaidades & Hipocrisias

Não é fantástico como assim que encontramos balanço espiritual todos os nossos sentidos ficam muito mais apurados? Tenho-me encontrado a ouvir mais e a falar menos, gosto do papel de observador, e as vantagens são imensas para o meu desenvolvimento cultural… Sim, também inclui o uso de um vocabulário mais rico e variado, e com um cheirinho de presunção que nunca matou ninguém. Para além disso, encontro inspiração no dia-a-dia e dou comigo a pensar e a analisar os ramos intrincados dos comportamentos e conversações triviais. É a volta ao mundo terreno e ao mesmo tempo ao recanto do meu consciente - onde me enrolo num manto de introspeção que me aquece a alma – são as pequenas coisas que me fazem feliz.

E agora que já desenvolvi demasiado sobre coisas que só interessam à minha pessoa vamos passar ao que me interessa. A querida Judite de Sousa estava hoje num programa de tarde qualquer, a falar sobre um senhor (que infelizmente não reconheci e por isso não o armazenei), e fez um curioso comentário: só as grandes mentes possuem um intelectual musculado e por isso exigem e apreciam uma discussão bem fundamentada (não são as palavras exatas mas a ideia era mais ou menos esta). Isto fez-me pensar que afinal a Judite é um bocado presunçosa (cheia de si mesma ou vaidosa) afinal de contas não é muito educado gabarmo-nos das nossas qualidades intelectuais ou outras. Já não tinha uma grande impressão da senhora e não melhorou definitivamente. Garanto-vos que conheço a minha quota de idiotas convencidos que por usarem meia dúzia de palavras cultas e decorarem dois factos interessantes sentem-se os senhores de toda a verdade! Especialmente pseudoartistas (ego explosion). E depois disse a mim mesma: que hipócrita!

Não sou uma mulher que passa o dia a aprazar-se de suas qualidades - até porque me culpo muitas vezes por tanto falar dos meus defeitos. Mas é certo que sinto uma grande satisfação quando alguém aprecia o meu trabalho ou simplesmente congratula-me pelo vestido que trajo – não somos todos um bocadinho hipócritas quando criticamos alguém por dizer a verdade quando no fundo esperamos que alguém o faça por nós? Hipócritas e falsamente humildes. Pois é, eu sou culpada desse mesmo pecado mas isso não faz de mim melhor que ninguém, faz-me humana. Eu sei que sou um bocado egocêntrica e escrevo mais para a paz da minha alma, mas o meu maior desejo é partilhar um pouco de mim e relacionar-me com quem procura as minhas palavras – eu sei que por vezes me faz falta alguém que tenha passado pelo mesmo que eu, para não me sentir tão só na minha dor. O que não desculpa ou justifica o comportamento da senhora mencionada, infelizmente tacto é uma coisa que não "não lhe assiste", passando a expressão. Mesmo assim não tenho o direito de julgar uma pessoa unicamente pela imagem que ela passa na televisão ou pelo que as pessoas dizem dela, se não damos uma oportunidade nunca vamos conhecer ninguém intimamente. Todos temos defeitos e todos nós já nos arrependemos de algo que dissemos num momento nada fiel ao nosso carácter.

Por isso não interpretem mal as minhas palavras ou a maneira como ajo naturalmente, não tenho um pingo de falsidade ou presunção, não caminho nas nuvens rodeada de ornamentos de ouro, como muitos me julgam. Não, eu dou graças por tudo o que tenho e sei que nada é garantido, não tenho pouco ou demasiado mas o que tenho trabalhei e trabalho por isso. Foi esse o legado do que o meu avô me deixou - muito amor e compaixão, e as ferramentas necessárias para ser uma mulher independente e orgulhosa de si mesma. As minhas palavras por vezes não são as mais corretas ou sequer as mais educadas mas a malicia e a inveja são por vezes intoleráveis à minha índole, não fui educada a sentir tais afeções. A felicidade é mais fácil de trabalhar que a inveja.

Pensem bem antes de julgar alguém, quem nunca pecou que atire a primeira pedra. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

I am not there, I did not die....

“Do not stand at my grave and weep,
I am not there; I do not sleep.
I am a thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sun on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning’s hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circling flight.
I am the soft starlight at night.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there; I did not die.”

Mary Elizabeth Frye


It feels so nice to finally feel the warm sun on my face and to enjoy the blue bright sky all day long. It is amazing, automatically the weight on my shoulders got so much easier to carry. The sun is the best remedy after all, or maybe it´s the culmination of all the wonderful things that have been happening in my life – some of which came has a nice surprise. Ultimately it doesn´t matter what or who, just that I feel good! Damn I haven´t felt good for so so long, I can´t remember the last time I was at peace like this… A good 2 years or so…. Life is funny that way.

I was, for the billion time, thinking that I am an awful person for feeling good when I know there is a person that I love that has died, obviously I can´t be happy knowing it isn´t fair that I am here happy and he isn´t. Once in a while this poem comforts me, because this is how I feel about death and how I would like for people to feel when I am gone as well. Death is just a part of life and even though the “body” isn´t here anymore, the essence or soul, lives in us and it always will. The gift my dad gave me is in everything I do and in all I am, my life has a new meaning now I know how much family means to me, and they are all I need. I should appreciate life more - life is for the living, I know that but it still hurts so much! – I know he would like for me to have a wonderful happy and fulfilled life, because he knows I love him eternally.

I just wanted to leave this poem for you today... for you to think a little about it.. sometimes we need to. 




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Am I Normal?

I went back and fro about how I would wrap up my business after that last post. But I cannot delay it anymore, I am faithful to my readers and I own you a follow up and an update.

Sorrowing Old Man ('At Eternity's Gate')
Vincent van Gogh
First and most important I would like to refer to my last post, which was quite depressing. I am sorry if I let you down or if you lose faith in me, because I lost it too - but I will not remove it. I felt that way and I want to be honest here, always. I am a normal person, I am not perfect but I am what I am and I accept it, truly. I say this all the time, I may have a disease that makes me feel like nothing some days but I would not be what I am without it. It is part of me, it taught me how to be tough and to find within me the strength to fight back when everything is falling apart. Sometimes I want to give up but I always remember I have a purpose in this life, so I need to be here to fulfill it. It is hard to pick up the pieces of a shattered heart but I am learning with every lost.

More important than what I am going through, is what you guys are going through. I mean: you could read my blog and think well what a selfish little brat. I do not deny it lol, even so my purpose with this blog was to say I am here, I am just like you and you don´t need to feel ashamed. Admitting I have a problem that it was not the end of the world and that I just need to find ways to deal with my problems as they come. One day at a time right?

What I want from this blog from now on is to interact more with you readers, feel free to make suggestions, to expose your opinion and to reach out to me, if you feel like I do sometimes. I just close myself so much when I am depressed I just wish someone would come up to me and say: “Tell me how are you feeling” and hearing a “I understand you”. Depression is more common than people like to admit, as if it was something to feel ashamed for, and it isn´t! It is a disease, it is not an excuse to be lazy or not to work or socialize; it is unfair to feel like we are the waste of society – because that is what people make us feel, because they do not understand that the pain is so numbingly exasperating that makes us feel like we have no control over our body and pain is all that exists in the entire world. No words can explain this degree of suffering, it is just too much for one person, so instead of calling your friends or family members: lazy or inept – think a little bit about my words.

No copyright infringement intent, if you own the image e-mail me and I´ll take it down
The best thing that ever happened to me was open up to someone that was going through the same thing as I was. Just for once not to feel obligated to do something I couldn´t do, and don´t feel guilty about giving up on me sometimes. It is better if you are understood and you can only feel understood if the other person knows exactly how you feel. So I really wanted to leave this message here, I understand. Come to me and tell me, it is free, no judgment and you do not have to identify yourself. 




This is what I am, I feel the need to give back not just burst words into a computer and let it set. I want to help.

That is it for today, later I will tell you what has been going on since that post and how I overcome all my fears and powered through and now I feel accomplished and happy. Share…

This song is for us:

 

sábado, 13 de outubro de 2012

You Raised Me Up

Tenho andado muito afastada do blog, do mundo, de mim mesma; mas decidi deixar os meus pensamentos fluírem, desocuparem a minha cabeça e finalmente pude ver aquilo que estava mesmo à minha frente.

Por vezes estamos tão focados na nossa culpa que não conseguimos compreender que não temos razão nenhuma para a sentir. Porque a maior parte das vezes a culpa só vive dentro de nós porque a deixa-mos instalar-se lá, e as razões estavam fora do nosso controlo. Mas seja porque motivo for, deixamo-nos enterrar nessa culpa e recusamo-nos aceitar a realidade.


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Hoje encontrei uma composição que escrevi ao meu pai (fica aqui referenciado que sempre que falo no meu pai falo do meu avô, porque ele é, e sempre será, o meu único e verdadeiro pai), uma composição que tinha escrito no terceiro ano; e que dizia qualquer coisa como isto: "Recordações: À uns dias atrás, eu e o meu avô fomos à nossa casa, que está a ser restaurada, e encontramos a lousa que ele usou quando andava na escola. E ele deu-ma e disse-me: "Nunca a percas, é muito importante para mim e eu quero que aprendas com ela"".

E mal dou por mim tenho 8 anos de novo e estou sentada com o meu avô a resolver problemas de matemática na lousa que ele me deu, e ele inventava mais contas porque eu adorava resolvê-las sozinha. E sempre foi assim com tudo, sempre quis aprender depressa e mais; e ele estava sempre lá a corrigir-me e a ensinar-me, na sua velha lousa escolar. A passear pelo jardim e a aprender o nome das árvores, dos frutos e das flores. A dar-me os primeiros livros que li na vida, sobre como me preparar para a adolescência (tinhas sempre tudo pensado :P); livros que até hoje guardo religiosamente na minha estante já bem constituída.

E agora estou eu a chorar, ao contemplar a velha lousa ainda bem conservada, lembrando-me de tudo o que ele me ensinou. Como ele me criou para eu ser o melhor que eu posso ser, no futuro. E aquela raiva misturada com angústia, tornou-se numa pequena chama de saudade e recordação no meu peito, aquele sentimento de conforto numa memória boa.
Hoje pela primeira vez chorei de felicidade por ti pai, porque sempre pensei que não era o suficiente para ser amada por ninguém, e toda a tua vida deste-me e ensinas-te-me o que é: o amor incondicional.

Tantas vezes me senti só e incompreendida, mas tu tinhas um jeito de me entender e me confortar, que é inexplicável, não consigo pô-lo em palavras, porque tu não necessitavas delas. Não sei se alguma vez mo disseste, mas eu sei que tu me amaste desde o momento em que nasci, e por mais asneiras que eu fizesse e por mais difícil que eu fosse, tu nunca deixas-te de sentir amor por mim, e nunca nunca desistis-te de mim.

Tive a maior riqueza do mundo, e só me apercebi dela agora que não estás aqui. Mas o meu coração sente-se amado e eu sinto que estás sempre comigo e que um dia criarei memórias assim com a minha família, e tu nunca estarás longe. Tu ensinaste-me tudo, tu ensinas-te-me a viver! Deste-me as instruções, mas só agora compreendi.
Não existe amor maior que um pai por uma filha, e uma filha pelo melhor pai do mundo.
Ensinaste-me a não me esconder da vida, e eu vou viver pelos dois :)



There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.

You raise me up, so I can stand on mountains;

You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

Because love never dies... Each day I love you more and more, you live inside my heart forever ♥ my true and only father, my friend, my undying love....


terça-feira, 10 de julho de 2012

A coragem de Pessoa


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer aos céus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”




(Desconheço o autor do poema mas é a mensagem que importa, e um dia vou conseguir chegar aqui, ser forte e independente, ser dona de mim mesma - sou incapaz de admitir que sei tudo, sou feliz por saber tão pouco)



sábado, 30 de junho de 2012

Reflectindo ao som da chuva…


Com certeza que este pensamento ocorre a 6 biliões de pessoas no mundo! Pelo menos uma vez na vida! E com certeza que metade delas já escreveu sobre isso! Por vezes dizem “Oh escreves coisas que já toda a gente sabe” – bem eu não tenho intenções de copiar ninguém, nunca o fiz, se os meus pensamentos coincidem com os vossos ou de alguém muito mais culto que eu, que posso eu fazer? Reprimir o que me vai na alma? Visto que ninguém é obrigado a ler nada do que eu escrevo e eu sou livre de escrever o que bem me apetecer ai está….

Uma das coisas mais maravilhosas deste tempo “anormal” é que temos a possibilidade de estar deitados, numa noite como esta - a tentar adormecer á cerca de duas horas - e de repente ouvir aquelas bátegas de chuva.

Aquelas pesarosas bátegas de água pura. Sim, por vezes são demasiado pesadas na minha alma, e percorrem os sítios do meu íntimo que eu não queria percorrer – e fazem-me libertar rios de culpa, culpa que não é minha…. E assusta-me ver tão claramente as coisas, as coisas que me prendem… E murcho. Mas ultimamente sinto que algo mudou em mim, não vou aborrecer ninguém com os pormenores porque a minha vida é de facto aborrecida. ;) 

Source: http://black-street-white.blogspot.pt/

Agora estou aqui deitada, são 3 da manhã e ouço as lágrimas a baterem-me á janela, mas elas já não “beat me down” – já não me tiram a esperança. Ouço-as e abro a janela, e respiro o ar frio e húmido - e sorrio, e rio como uma louca. Às vezes incomodamo-nos com as coisas mais insignificantes como molhar o cabelo com um pouco de chuva – ou perder alguém que pensávamos ser nosso amigo – e é tudo tão ESTÚPIDO. Para quê? Temos a chuva! A chuva é revigorante! Limpa a alma e faz bem ao coração. “Depois da tempestade vem a bonança!” (Ou algo assim).

Eu não gostei nem um bocadinho da maldita tempestade mas agora estou tão limpa que quase quase me sinto uma folha branca pronta a ser escrita de novo – se bem que há coisas que nunca podem ser apagadas - como amor enorme que sinto dentro de mim por quem me ama e me respeita, e me apoia em todos os momentos.

Estavam a chegar as 3 da manhã, e eu não conseguia dormir. Não conseguia dormir porque estava demasiado excitada a pensar no que me reserva o amanhã, e tive medo… Mas a chuva cai lá fora e refresca os solos, e fortalece as plantas e limpa a sujidade. E eu senti-me corajosa e forte:D e ri-me como uma louca e agarrei os dedos dos pés com as mãos, como se fosse um bebé e senti-me genuinamente feliz – é a melhor sensação do mundo….

 Source:http://lynndove.wordpress.com/2011/07/20/baby-feet/


Aproveitem os pequenos momentos preciosos da vida, a felicidade é um bem tão precioso como a água que escorre do céu, e por vezes esquecemo-nos de como regá-la e tratá-la para que ela se mantenha para sempre viva em nós. Nos bons e maus momentos….

Só queria partilhar este momento com vocês, os que se importam com as minhas divagações infindáveis….