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segunda-feira, 24 de março de 2014

Carta Aberta a uma Hipotética Amiga da Onça (smooth joana)

Querida hipotética,

Suponho que como segue a minha vida tão atentamente, já deve ter percebido que tenho dificuldade em dar 5 tostões por opiniões baseadas em inveja e rancor inexplicável, mas estou com uma insônia desgraçada e achei que seria divertido para quem leia esta carta e se sinta em baixo por descobrir as onças das suas vidas, meus queridos todos nós sofremos com essa praga, o melhor é relativizar e se possível decorá-la com humor.

Eu tenho consciência dos meus defeitos, sim eu sei que desconhece a palavra “consciência” – é uma vozinha na cabeça que nos massacra quando agimos mal e reconhece/insiste que somos capazes de mudar, mas isto não lhe faz falta querida é uma cruz das pessoas que têm compaixão e princípios. Tenho os meus dias, por vezes os defeitos tomam conta de mim e a consciência não me deixa dormir mas a minha educação faz de mim uma pessoa que se redime dos seus erros e volta a deitar a cabeça na almofada dormindo como um bebé.

arthur.bio.br

Chama-me princesa e mimada? Ora eu agradeço querida, todos os dias dou graças por ter a família que tenho, por ter recebido amor, mimo, o conforto e as oportunidades que me proporcionaram, não seria quem sou hoje se não fosse pelo carinho que recebi toda a minha vida. Deveria sentir-me mal porque sou amada pelos meus? Todos os dias me dói o coração ao ler o que se passa um pouco por todo o mundo, o quanto as pessoas sofrem porque ninguém se preocupa com elas ou lhes dá amor, comida ou liberdade. Sim sou uma princesa que teve como mentor um rei bondoso, carinhoso, humilde e trabalhador, um homem que dedicou a sua vida a trabalhar para proporcionar uma vida melhor á família, e quando se podia ter reformado dessas responsabilidades escolheu cuidar de mim e do meu irmão, sem pensar duas vezes e com o coração aberto. Serei eternamente grata por ter sido educada por um homem com princípios, lutador, inteligente, bem formado, correcto, que sempre acreditou na bondade dos outros por mais que a vida lhe mostrasse o contrário ele nunca desistiu de tentar trazer um bocadinho da sua luz para a vida de todas as pessoas que conhecia. Tantas qualidades e no entanto palavras nunca poderão expressar o amor que eu tenho por este herói e nunca me vou sentir culpada por ter alguém na minha vida que sempre acreditou em mim, sempre me ajudou a perceber que eu posso ser o que eu quiser mas que antes de tudo devo procurar ser feliz. E agora com toda a verdade lhe digo que lamento que não tenha tido o mesmo, tenho a certeza que seria uma pessoa muito melhor e não teria tempo para analisar os meus passos. No entanto isso não é desculpa para o veneno que corre nas suas veias minha senhora, ser bom ou mau é uma escolha, você não soube escolher e isso é triste.


Chama-me vaidosa e com a mania que sou melhor que todo o mundo. Mais uma vez obrigado, não sei porque me sentiria mal por sair de casa com o pescoço levantado e a cara lavada! Há coisas que o dinheiro não pode comprar, uma delas é o bom gosto. Sou um pouco materialista? Sem duvida que gosto das minhas coisas, mas guardo-as e estimo-as com muito carinho pois trabalhei para as pagar e sei quanto custa a vida. Eu sei que para si isto é uma coisa estranha, mas nem toda a gente esta disposta a vender “tudo” para ter dinheiro de sobra. Mais uma coisa que eu aprendi com o meu avô, quando trabalhamos e somos independentes financeiramente damos muito mais valor às coisas e principalmente às dificuldades das outras pessoas, o que consequentemente gera um sentimento de compaixão e altruísmo e não podemos descansar se não contribuimos um pouco. Engraçado não é? Eu não acho que sou melhor que ninguém, minha querida, nunca fui perfeita e já cometi muitos erros mas redimi-me e “renovei-me”; mas sinto que sou muito melhor que a senhora, isso não posso negar, mas também não é difícil sentir-nos superior quando comparados com seres humanos mesquinhos e com ar na cabeça. Pense nisso.

gossipgirlnotipotfashiteen.blogspot.com 

E sabe que mais? Não me conhece de todo, mesmo depois de tantos anos a vigiar-me, porque é certo que sou feliz com a vida que tenho mas trocava tudo num milisegundo para ter o meu avô comigo por mais uns anos, um dia só, uma hora para lhe dizer que o amo só mais uma vez. Há mais uma coisa que lhe posso ensinar o dinheiro não compra amor, e deve ser triste viver rodeado de amigos que a suportam por quererem algo de si. Lamento mesmo. Eu por outro lado era feliz a morar num casebre bem no meio da montanha, primeiro porque sempre sonhei em viver no sossego e longe de línguas afiadas; segundo o ar da montanha é bom para a saúde e visto que sou vegetariana seria econômico alimentar-me, a natureza é o melhor supermercado; terceiro e último, garanto-lhe que só precisava de um saco de batatas e uma linha de pesca para fazer um vestido que faria inveja a uma mulher insossa como você. As verdades são para se dizer não é? Eu uso qualquer trapo com confiança, seja o que for, e tenho muito brio na minha aparência, é o meu cartão-de-visita e mostra ao mundo que sou acessível e humana. Se quiser eu posso ajuda-la a ganhar um pouco de confiança nesse campo. E se gosta tanto do meu facebook dê-me a sua morada, eu mando-lhe uma foto autografada.

Atentamente,
Joana Afonseca


*Lamento que isto seja tão longo mas diverti-me imenso e levantou o meu astral hoje. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Não estou a defender ou a criticar a praxe, é uma opinião pessoal e subjectiva sobre um tema da actualidade


A mim o que me irrita é fazerem um circo dos horrores á volta da praxe por causa de 6 meninos riquinhos, cujos rabiosques ainda cheiram a cueiros (como diz a minha avó), que estavam tão aborrecidos nas suas vidinhas pequeninas e decidiram fazer um fim de semana no Meco (sim porque quem pode pode) e acabaram a dar á costa, sem vida, unica e exclusivamente pela sua estupidez extrema.

Todos nós com uma televisão por isso sabemos que o mar está farto de esbordar-se terra fora, eu não conheço gente rica mas acho que eles ainda usam disso; ninguém no seu perfeito juizo se poem numa situação daquelas (se bem que por todo o mundo existe aquela raça de gente que se regogiza em estar na primeira fila das catástrofes, sim porque tem imensa graça filmar ondas gigantes, tornados e cheias) por isso além de imaturos o tico e o teco não jogavam juntos; e por fim, ninguém viu um gajo com uma arma (sociedades secretas sem munições o.O) a obrigar aquela malta a alugar uma casinha e ir brincar aos castelos de areia juntos do mar revolto, durante a noite. -.-

A sério há muitas coisas que ouço todos os dias e me faz revirar os olhos mas esta conspiração que se tem visto na última semana, nos noticiários nacionais, esta a dar-me uma azia desgraçada. Sem querer ofender susceptibilidades, vamos parar de limpar o cuzinho desta gentinha rica e não atirar areia para os olhos do povo, temos de aceitar a realidade: as pessoas são estúpidas, com ou sem praxe! Eu não tenho pena nenhuma, quem se arrisca assim não tem desculpa; foram ao mar e perderam a vida, olha não fossem. Eu guardo a minha compaixão para os que são devastados por tragédias reais, dia após dia. Não tenho tempo para jogos dos media.







sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Entry 11#

Today I was reflecting about abandonment, poverty and homelessness – you see this city is wonderful but if we take a closer look we see reality, everywhere there is people sleeping on the streets and begging for money. It´s a disease that has increased alongside the economic crises our country is going through at the moment. More and more I see all kinds of people going through trash cans and searching for leftovers or clothes, or something they can sell to make money.

The other day I was having coffee with my family and 3 people that looked very hungry, asked for money to eat. I caught myself thinking so I asked my grandma, why do this people end up here? Don´t they have families that can care for them? Doesn´t anybody care? And I cried a little. I know I am ridiculous, but is it really that ridiculous to care about people and their suffering? What did they do to deserve to end up their days in the streets? I don´t believe in god, I have my reasons and I won´t get into that discussion because it is pointless and it only lead to trouble – so I realize they are victims of the harsh reality that is the poor economic management  our country suffers from.

Does anybody care? Every person is so obsessed and concern about their own lives and trivial problems, they don´t realize how lucky they are. That´s why they pass in front of these people and choose to ignore or pretend they don´t hear their cry. It is unfair that these human beings are seen as disposable citizens because they no longer contribute with work. We are people we´re not numbers on a computer! There are millions of houses that are sealed by the banks because their habitants can no longer pay their loans, so why can´t we give them to those in need? Maybe they can rise from the ashes and live with some dignity? Just because their selfish sons don´t give a damn doesn´t mean that we as a society are responsibility free! I feel so sad I have to be an adult in a world that is disappointing in so many aspects; I just want to live in a world that cares.


I´ll leave you to think about this, please reflect. If you can make an effort you´re making the difference that may be essential in the solution of this situation.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vaidades & Hipocrisias

Não é fantástico como assim que encontramos balanço espiritual todos os nossos sentidos ficam muito mais apurados? Tenho-me encontrado a ouvir mais e a falar menos, gosto do papel de observador, e as vantagens são imensas para o meu desenvolvimento cultural… Sim, também inclui o uso de um vocabulário mais rico e variado, e com um cheirinho de presunção que nunca matou ninguém. Para além disso, encontro inspiração no dia-a-dia e dou comigo a pensar e a analisar os ramos intrincados dos comportamentos e conversações triviais. É a volta ao mundo terreno e ao mesmo tempo ao recanto do meu consciente - onde me enrolo num manto de introspeção que me aquece a alma – são as pequenas coisas que me fazem feliz.

E agora que já desenvolvi demasiado sobre coisas que só interessam à minha pessoa vamos passar ao que me interessa. A querida Judite de Sousa estava hoje num programa de tarde qualquer, a falar sobre um senhor (que infelizmente não reconheci e por isso não o armazenei), e fez um curioso comentário: só as grandes mentes possuem um intelectual musculado e por isso exigem e apreciam uma discussão bem fundamentada (não são as palavras exatas mas a ideia era mais ou menos esta). Isto fez-me pensar que afinal a Judite é um bocado presunçosa (cheia de si mesma ou vaidosa) afinal de contas não é muito educado gabarmo-nos das nossas qualidades intelectuais ou outras. Já não tinha uma grande impressão da senhora e não melhorou definitivamente. Garanto-vos que conheço a minha quota de idiotas convencidos que por usarem meia dúzia de palavras cultas e decorarem dois factos interessantes sentem-se os senhores de toda a verdade! Especialmente pseudoartistas (ego explosion). E depois disse a mim mesma: que hipócrita!

Não sou uma mulher que passa o dia a aprazar-se de suas qualidades - até porque me culpo muitas vezes por tanto falar dos meus defeitos. Mas é certo que sinto uma grande satisfação quando alguém aprecia o meu trabalho ou simplesmente congratula-me pelo vestido que trajo – não somos todos um bocadinho hipócritas quando criticamos alguém por dizer a verdade quando no fundo esperamos que alguém o faça por nós? Hipócritas e falsamente humildes. Pois é, eu sou culpada desse mesmo pecado mas isso não faz de mim melhor que ninguém, faz-me humana. Eu sei que sou um bocado egocêntrica e escrevo mais para a paz da minha alma, mas o meu maior desejo é partilhar um pouco de mim e relacionar-me com quem procura as minhas palavras – eu sei que por vezes me faz falta alguém que tenha passado pelo mesmo que eu, para não me sentir tão só na minha dor. O que não desculpa ou justifica o comportamento da senhora mencionada, infelizmente tacto é uma coisa que não "não lhe assiste", passando a expressão. Mesmo assim não tenho o direito de julgar uma pessoa unicamente pela imagem que ela passa na televisão ou pelo que as pessoas dizem dela, se não damos uma oportunidade nunca vamos conhecer ninguém intimamente. Todos temos defeitos e todos nós já nos arrependemos de algo que dissemos num momento nada fiel ao nosso carácter.

Por isso não interpretem mal as minhas palavras ou a maneira como ajo naturalmente, não tenho um pingo de falsidade ou presunção, não caminho nas nuvens rodeada de ornamentos de ouro, como muitos me julgam. Não, eu dou graças por tudo o que tenho e sei que nada é garantido, não tenho pouco ou demasiado mas o que tenho trabalhei e trabalho por isso. Foi esse o legado do que o meu avô me deixou - muito amor e compaixão, e as ferramentas necessárias para ser uma mulher independente e orgulhosa de si mesma. As minhas palavras por vezes não são as mais corretas ou sequer as mais educadas mas a malicia e a inveja são por vezes intoleráveis à minha índole, não fui educada a sentir tais afeções. A felicidade é mais fácil de trabalhar que a inveja.

Pensem bem antes de julgar alguém, quem nunca pecou que atire a primeira pedra. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Coisas que me revoltam....

Ultimamente um sentimento de raiva consome a minha alma. Note-se que não sou o tipo de pessoa que sente inveja ou faz juízos de valor; mas há certas coisas que observo e que não posso evitar censurar visceralmente! Cada vez que ligo a televisão não posso evitar expressar vocalmente a minha incredulidade – incêndios, mortes, o 2ª regaste que o governo considera, os conflitos no Egipto, a declaração de guerra dos Estados Unidos contra a Síria… Sinto-me revoltada e não vou desenvolver sobre estes assuntos de momento - estou a tentar controlar a minha frustração.

elicaespanhol.blogspot


E agora perguntam vocês (digo eu muito esperançosa), se não vou falar sobre isto porque é que o referi? Ora bem, a ideia surgiu-me exatamente por estar atenta ao noticiário da noite (e ao programa anterior), relativamente ao tipo de informação e à forma como decidem na importância de cada tema.
Uma coisa que devem saber sobre mim: faz tempo que não sigo atentamente a televisão nacional, sim eu sei que parece ridículo mas é verdade! Sinceramente não compreendo a utilidade e o objetivo dos programas de entretenimento; o conteúdo e as caras são as mesmas de à 15 anos atrás (por mais que o nome mude) e para além disso a seleção de “pessoal” cada vez mais me parece dúbia e lamentável (hint hint para a nova aquisição da TVI ao sábado de tarde).

De seguida vêem os noticiários, que ainda resistem a esta onda de desastres televisivos, mas falham também em conteúdo. É certo que fazem uma passagem breve pelos assuntos da atualidade nacional e mundial, por vezes até desgastando e esmiuçando noticias bastante planas. Mas toda a atenção foca-se nas coisas mais triviais possíveis! Notícias sobre recordes mundiais, concertos e festivais (transmitindo close-ups de jovens a tomar banho?!), fofocas do mundo dos famosos, já para não falar da famosa entrevista da Judite de Sousa ao jovem milionário, que é basicamente famoso por ser milionário! Por vezes tenho de me beliscar para confirmar que não estou dentro dum pesadelo jornalístico…


www.vintag.es 
Desde pequena que sonho em experimentar um pouco de tudo o que este mundo tem para me oferecer, e ultimamente sinto-me inclinada para a comunicação social – gostaria de construir uma carreira sólida como jornalista. Mas nunca me associaria a um conceito televisivo cujo único objetivo é adormecer nossa qualidade inquisitiva e baixar os nossos parâmetros de qualidade e proficuidade. Sou um bocado idealista e quero mudar o mundo passo a passo (o sonho comanda a vida!); preciso de “abanar” os conceitos e regras da sociedade e inserir um chip nas mentes do mundo, um chip que obrigue as nossas mentes a questionar tudo! A palavra é o instrumento ancestral e fulcral da humanidade, precisamos de redescobrir esse poço de possibilidades e beber da fonte do saber. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Refletindo sobre… as greves

jornalatromba.blogspot.com 
Nos últimos dias a imprensa nacional debruçou-se sobre a grande aderência dos professores do secundário á greve nacional, que se realizou no dia do exame nacional de português. Já se questionava anteriormente quais seriam as repercussões desta demanda e se a voz do povo se faria ouvir. No fim de contas o movimento captou a atenção dos média e do governo mas as mudanças ainda se fazem esperar.

Tenho uma opinião “negativa”, que eu própria considero pouco informada, sobre as greves que são tão populares hoje em dia. Não querendo ferir susceptibilidades penso que estas greves extraordinárias prejudicam mais do que ajudam. Não quero nem vou de modo algum menosprezar os motivos que levam estes profissionais a entrar em greve. A educação é um dos pilares da nossa sociedade e fulcral para moldar as mentes dos jovens de hoje que serão os adultos de amanhã. Sou testemunha das condições miseráveis que muitas vezes são oferecidas a estes profissionais e a instabilidade que a carreira oferece - o que nesta economia se torna uma combinação desesperante. Tive o privilégio de ser orientada por verdadeiros mestres e amantes da arte do saber e ensinar, e tenho o maior respeito pelo trabalho que desenvolvem e a “Fé” e esforço que colocam sob a instrução dos pupilos de hoje em dia (mas isso já é motivo para outra discussão). E por isso apoio e compreendo o descontentamento e a necessidade de ver o governo, que normalmente deixa tudo por meias palavras, tomar uma posição firme e definida. No entanto questiono-me se este é o caminho certo ou o mais frutífero.

veja.abril.com.br
As greves são uma manifestação contra algo que está errado na sociedade e por isso devem ser levadas a sério e consideradas com respeito, mas como tudo na vida, tem também um lado negativo. Quando os funcionários que são responsáveis pelos transportes públicos decidem fazer uma greve, os trabalhadores que estão dependentes destes sofrem as consequências sem fazerem parte da demanda dos primeiros. Parece-me extremamente injusto pagar o justo pelo pecador! Neste caso os lesados são os alunos que precisam do exame para se candidatarem ao ensino superior e se vêem numa situação de incerteza e nervosismo desnecessárias. Mais que isso, e como se verificou em Braga, a forma como se lidou com a falta de professores para a realização dos exames levou ao “prematuro caos” por parte dos alunos que não puderam realizar os exames - que perturbaram a ordem e a segurança. Mesmo com o Ministro da Educação a tentar suavizar a situação e a garantir soluções, o facto é que é uma situação grave e deveria ser lhe dada a devida importância e não ser tratada como um pequeno percalço. Por vezes pergunto-me se estaremos assim tão longe dos tempos em que esfaqueavam os imperadores porque não estavam contentes com a ditadura praticada por este. Pinto um quadro cómico mas a preocupação é real! 

alutaepravaler.blogspot.com
Mas que sei eu sobre isto? Muito pouco, pergunto-me que outra solução posso eu propor para resolver os problemas que perturbam o normal funcionamento da sociedade? Não faço a mínima ideia, mas também acho que esta não é a melhor. Gostava que o governo tivesse em consideração as necessidades da população? Claro que sim, mas as coisas são como são e temos que trabalhar com o que temos. Não será a hora de nos concentrarmos em levar a mudança a um patamar superior? Reformular os velhos valores e crenças deste país que vive do passado, e apostar nos jovens empreendedores que estão a ser postos de parte antes de terem uma oportunidade? Buscar novas formas de produzir internamente e criar empregos para o povo português em Portugal. Pequenas ideias que poderiam fazer uma diferença enorme e parece que ninguém se atreve a tentar! Porque é que parece mais importante queixarmo-nos do que não podemos mudar? Às vezes incomoda-me a inércia do nosso povo, sempre á espera que as coisas se resolvam sozinhas ou que alguém o venha fazer por nós! Não é altura de termos uma atitude mais proactiva? 

Parece tudo uma grande comédia e de facto vive-se como tal. Mas vivemos numa aparente democracia e parece que nunca estamos verdadeiramente satisfeitos, ou que possuímos a liberdade para mudar isso! O que não quer dizer que não podemos tentar…

Fica aqui a ideia e o pensamento que me levou a esta reflexão. Não tanto das reivindicações dos professores, com as quais concordo pontualmente, mas mais de uma perspetiva das greves em geral. Espero que tenham apreciado e que respeitem as minhas opiniões como eu respeitarei as vossas se as desejarem expressar.

NOTA:
Esta rúbrica é uma ideia que tenho considerado já há algum tempo, mas que ainda me deixa um pouco reticente. É sempre um risco considerável expor a nossa opinião sobre assuntos de natureza susceptível, arriscando-me a ter que lidar com comentários e ofensas desagradáveis. Mas, o certo é que, também faz parte da minha índole colocar-me no meio de controvérsias que suscitam o meu interesse e provocam uma reação explosiva sob as minhas crenças. No entanto tenho que sublinhar que o meu objetivo desta rúbrica “Refletindo sobre…” é inteiramente subjetivo, são as minhas opiniões e visões sobre determinados assuntos. Assuntos nos quais emprego (da melhor maneira possível) as minhas capacidades refletivas e argumentativas. E consequentemente procuro receber algum feedback e possivelmente trocar impressões sobre os temas que seleciono. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

À saúde dos serafonenses

           Depois de tantos meses de expectativa finalmente é revelado o laborioso projecto da Cruz Vermelha de Serafão – cuja magnífica sede foi inauguradahá já algum tempo. Todos sabemos que o serviço 24h de bar e lavagem automática tem funcionado perfeitamente, restava agora algo de mais palpável na área de “ajudar o próximo”.



É com muita prazer que se anuncia que a Cruz Vermelha - Delegação de Serafão -vai trabalhar em conjunto com o Centro De Dia da Pároquia de Serafão, para oferecer ao nosso povo algumas horas de fisioterapia e um serviço de análises de rotina que também funcionará um dia por semana, na sede local. 

        Foi preciso algum tempo e alguma insistência; e talvez se diga que foram incitados pelo honorável e distinguido trabalho de outras delegações (no serviço prestado á povoação), ou simplesmente pela qualidade altruista e voluntária de servir – mas o fumo das caldeiras já se avista no horizonte. 

A Cruz Vermelha tem um papel muito significativo em todo o mundo, mas é na comunidade que se destaca – especialmente pelo serviço que presta ao grupo mais envelhecido e debilitado. Seja pelos cuidados constantes com a saúde ou apenas por uma visita amiga que por vezes é o único contacto que idosos, em zonas isoladas, conseguem obter – nem que seja para confirmar que ainda estão vivos. Numa aldeia como Serafão - com uma população da faixa etária elevada bastante considerável e com uma delegação da Cruz Vermelha composta por homens de sangue novo e (que se pressupõe) educados com o espirito de voluntariado e dedicação ao próximo – era de esperar que a iniciativa de fazer algo pelo nosso povo já tivesse sido levada a bom porto. Mas à falta de iniciativa aceitam-se sugestões. 

Temos que avaliar também a dificuldade, que estes homens e mulheres que se dão ao próximo sem pedir nada em troca, tiveram nas antigas e decadentes acomodações onde passavam grande parte do seu tempo na espera de poderem ajudar uma alma. Mas desde que a nova e equipada instalação foi inaugurada, e que os serviços básicos (de um qulaquer café por aí) estão á disposição destes nossos heróis de farda, não se vê a razão para tanta inércia – que numa primeira vista desagrada qualquer um, pois não há uma criatura que se voluntarie para cortar a erva (só quando já incomoda!). A crise afecta toda a gente, por isso somos tão complacentes e débeis perante esta situação. Só podemos esperar que finalmente alguém volte a pensar na saúde dos serafonenses (como em tempos passados) e embarque na árdua tarefa que é dirigir esta pequena organização.E só podemos mesmo esperar, pois o futuro está nos jovens da freguesia. Como diriam antigamente, chega de palavras vazias e mostrem-nos alguma acção! 

Um bem haja à paróquia que tomou esta digna atitude e é com grande esperança que desejo a melhor das sortes, pela saúde dos serafonenses.


16-11-2012

domingo, 8 de julho de 2012

Pressão social


“Só seremos felizes quando percebermos quais são os ingredientes essenciais para a felicidade: gostos simples, um pouco de coragem, paciência, sentir amor por tudo o que fazemos e ter a consciência limpa” George Sand

A adolescência é um período difícil na vida de todos nós, ou quase todos nós, a dificuldade de integrar-se e compreender as mudanças que estão a ocorrer – este pensamento surgiu-me enquanto terminava um trabalho para a faculdade - acredito que é um assunto importante e muitas vezes ignorado. A dificuldade principal é que, enquanto adultos achamos que os problemas dos adolescentes são demasiado insignificantes comparados com os que temos que lidar. E para os adolescentes a sua relevância é essencial no processo de crescimento - pode moldar as suas personalidades e em última instância mudar o rumo das suas vidas.
 
http://www.savagechickens.com/images/chickendeathpeer.jpg
São muitos os dramas que assombram a vida de um adolescente: as mudanças físicas e psicológicas, perceber que já não são crianças (e que têm que começar a avançar sozinhos), o sentimento constante que ninguém os compreende porque são completamente diferentes dos seus colegas e finalmente a imperativa necessidade de ser “normal”. Seja por uma obsessão pessoal ou por a chamada pressão social, a maioria dos adolescentes faria e faz os impossíveis para pertencer a um “grupo”.

Podemos ver a face positiva da moeda, porque é saudável ter um grupo de amigos e fazer actividades normais para um adolescente – estudar, sair, conversar sobre os problemas e estar bem integrado. Mas nem sempre a “normalidade” é uma coisa boa. O desejo por ser popular, elegante (usar as melhores marcas) ou encontrar o namorado perfeito, é uma pressão desmedida para ser “normal” e sentir-se integrado que acaba por levar alguns jovens a tomar atitudes excessivas, e por vezes perigosas.

Estas por vezes traduzem-se em imitar outros: vestir-se, agir, ser como outros – os que admiramos tanto. Isto pode não parecer demasiado “perigoso” – assumir outra personalidade, suprimir a nossa essência e viver uma mentira; sim, pode facilmente ser revertido no futuro. No entanto as consequências na saúde podem ter um final um pouco mais preocupante: anorexia, bulimia, depressão etc são doenças a que os jovens nestas situações, se encontram especialmente susceptíveis. Tudo na busca incessante por sentirem-se integrados, sentirem-se normais. Claro que terapia pode ajudar a resolver esses problemas mas são demasiados os casos em que ajuda chega tarde demais, porque ninguém se incomodou com os problemas de um adolescente. Se não afectar para sempre somente as suas vidas, as suas personalidades e as decisões que tomam – podem inevitavelmente levar ao pior dos cenários: suicídio. Tudo isto pode parecer extremamente pessimista, mas é a dura realidade. São adolescentes, mas serão o nosso futuro, temos que proteger o futuro.

http://abundantmichael.com/blog/index.cfm/2011/12/16/Peer-pressure-and-freedom


O meu ponto de vista é “educação” – porque uma boa educação é a base para um adolescente confiante e seguro de si mesmo. Isso não significa que são todos maus pais – a questão é que educar não é só satisfazer todos os desejos das crianças e ensiná-las a ouvir um não – a aprender o que é certo e o que é errado. Para que quando chegue a adolescência sejam capazes de lidar com a pressão e ser felizes – saber o que é certo para eles e o que é errado. A adolescência é uma fase delicada, é uma fase de aprendizagem, de construção de carácter – e se não lhes for dada a devida atenção e compreensão poderão não saber como agir e ser influenciados pelas pessoas erradas.

http://wonderfactory.org/2009/07/13/peer-pressure/

Nem todos os adolescentes ambicionam a “popularidade” – ou porque já encontraram o seu lugar ou porque são confiantes o suficiente para saber que os seus pares são demasiado imaturos para aceitar a diferença. E conseguem ultrapassar esta fase de uma maneira saudável e acima de tudo aprender com as experiências. E para aqueles que sucumbiram a pressão nunca é tarde para parar e pensar - basta um pouco de força de vontade e bons conselhos de quem já viveu um pouco mais que nós - para encontrar finalmente o caminho certo.
 

Não é fácil resistir às tentações enquanto somos adolescentes, e por vezes somos apanhados numa cadeia de acontecimentos que não poderíamos prever, e da qual parece impossível sair. Mas quando encontrarmos os ingredientes certos para a felicidade significa que estamos a crescer, que aprendemos. Basta escolher o caminho que é certo para nós e não ir por o caminho de outra pessoa.

Sigam os vossos corações….

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vacinação Precisa-se!



A uns dias atrás li, num semanário regional, que a criminalidade em Fafe diminuiu, o que me pareceu um título muito interessante. Aparentemente os nossos fafenses estão a aprender a estacionar nos lugares devidos, a trazer a carta de condução no veículo em circulação e a cumprir as regras em relação à “política” das praças de táxis. O trafego está sobre controlo!

Parece-me uma perspectiva agradável, e, se fossem capazes de controlar a taxa de crimes violentos e “crimes ridículos”, ficaria extasiada! Mas a crise, aquela desalmada crise, infiltra-se nos mais ignóbeis recatos da vida social, até no direito á segurança e á integridade física – um direito natural, enquanto cidadãos a viver em sociedade. E não há meios para aumentar a força de intervenção e não há meio de proteger o nosso povo.

Isso é assustador! A quantidade de crimes absurdos e extremamente violentos que acontecem aqui na nossa cidade, às vezes mesmo na porta ao lado! E é assim que vivemos agora - em medo constante.

Carjacking é já assunto esfalfado, mas não tão esfalfado como os condutores que são apanhados de surpresa nos semáforos, por um grupo de indivíduos armados – que lhes leva o precioso automóvel e se tiverem pouca sorte, ainda suportam uma desagradável “sova” – sim, a dor é psicológica e por vezes física. Esta história pode pertencer a qualquer pessoa, e se se identifica - os meus sinceros sentimentos.

Mas fiquei mais curiosa com um insólito caso que ocorreu no concelho, há uns dias atrás. Devido a uma rixa entre dois indivíduos, os cidadãos responsáveis chamaram a GNR ao local do incidente. Quando o agente da autoridade tenta separar os dois homens, um dos agressores (de 37 anos) - mordeu o militar. Que precisou de assistência médica. A minha preocupação é: efectuou-se uma verificação ao boletim de vacinas do individuo? Hoje em dia nunca se sabe!

Eu não posso criticar o trabalho de ninguém, visto que não partilho dessa experiencia de vida, mas como uma cidadã preocupada com os meus conterrâneos, familiares e até eu mesma, acho que é altura de verificar esse boletim de vacinas. Quero dizer que precisamos de ver se realmente temos tudo em dia, principalmente as nossas prioridades! Compreendo que seja necessário mais apoio do estado para aumentar o corpo militar e consequentemente a nossa segurança. Mas tal como diz o ditado “Se a vida te oferecer limões faz uma limonada”, ou seja, tirar o melhor partido daquilo que temos, mesmo que seja pouco. E acredito que com um pouco mais de empenho se podia desenvolver um plano que permitisse continuar o trafego controlado e ao mesmo tempo os cidadãos mais seguros, mais protegidos. Sim, é verdade que não podem estar em todo o lado a toda a hora, mas um olhar especial aqui e outro ali, em locais de risco – talvez desencoraje os malfeitores!

Eu apoio todas as instituições que protegem os meus direitos, mas penso que por vezes nos acomodamos com o básico, porque achamos que nos estão a fazer um favor e não queremos pedir demais. Mas estas instituições foram criadas com o intuito de SERVIR a população. Por isso confirmem, outra vez, se não precisam de uma vacina de prioridades - porque nada nos protege melhor que a dura realidade.

Cuidem-se, protejam-se e exijam os vossos direitos!



NOTA: o cartoon contém o link do blog onde o encontrei, se o autor não desejar a sua publicação comunique comigo. 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sugestões #2

Hoje tenho duas sugestões em uma!








THE DICTATOR (2010)


 


"O Ditador" é um trabalho de Sacha Baron Cohen que recentemente assisti no cinema. Recomendo vivamente para quem gosta de boas comédias, comédias com uma pitada refinada de ironia. 
Está excelente, umas risadas valentes são garantidas. E uma grande chapada na cara de certas "pessoas" ;P
Dou-lhe 4*



MIB III (2012)

 


Esta foi a escolha de hoje MIB III. Confesso que não vi os dois primeiros filmes, mas informaram-me que são dados á "palhaçada", e posso confirmar que este também o é (Will Smith and Tommy Lee Jones rock :P), se bem que não e o essencial do filme. Não tem muita acção, o que seria de esperar de um filme de batalha interplanetária, mas foi muito agradável. E como sou um pouquito dada a histórias de perda e afins, confesso que chorei imenso no final. Apesar de já o ter previsto a meio do filme, surpreendeu-me de qualquer maneira.
Além do mais deixa uma mensagem muito importante, e que eu tenho presente na minha memória constantemente: basta que um acontecimento seja diferente e toda a cadeia de acontecimentos ligados a esse primeiro, muda totalmente. 

Bastava um pormenor estar ligeiramente diferente e já não seria possível existir vida - tal como a conhecemos...

Daria-lhe 3,5*


sexta-feira, 1 de junho de 2012

A criança em mim…


Hoje é dia mundial da criança e isso faz-me ter boas recordações; memórias de tempos aparentemente fáceis, sem preocupações de grande valor; uma infância cheia de amor e boa educação (como só se poderia esperar). Mas depois penso naquilo que eu não tive na minha infância, uma única coisa insignificante, que acabou por ter repercussões inimagináveis para mim naquela altura, quando tinha só 4 anos.


Neste dia celebra-se a criança, fala-se da sua importância (são o nosso futuro afinal!), da sua inocência, da sua ingenuidade e da necessidade de as amar e proteger. Mas nem todas as crianças têm essa benesse, nem todas as famílias ou mães/pais têm a capacidade e ás vezes a vontade de cuidar do seu bem mais precioso, do sangue do seu sangue. E aí tudo muda, e a criança deixa de ser criança e passa a ser um adulto marcado, a ferros, com os erros de outrem.


Doí-me a alma quando ouço histórias de crianças abandonadas pelo pai, pela mãe; abusadas pelo padrasto ou pelo tio; exploradas pela família; obrigadas a prostituir-se e tantas outras coisas mais – que me dão um nó na garganta só de pensar. Ver o sofrimento de um filho, estampado no seu rosto - devido a anos de abandono e perguntas sem resposta – e um pai consegue continuar a viver a sua vida como se tivesse devolvido um item com defeito, dá-me vómitos!

Sofro quando eles sofrem porque também o senti e sinto na pele. Mas penso que tive a sorte de ter alguém que substituiu esse buraco no meu coração, e que apesar de agora já não estar presente, eu sinto-o a olhar por mim, constantemente. E não podia estar mais agradecida por essa dádiva. Pois muitas destas crianças ficam sem ninguém no mundo, são totalmente abandonadas, e isso faz-me mal. Quem me dera poder estar lá para lhes dizer que um dia tudo vai ficar bem, porque fica, mas demora. Oh como eu queria voltar atrás e olhar para mim em criança, e dizer-me “Aguenta mais um pouco! Ama-te a ti mesma!”; se eu pudesse assim faria, agora só me resta dizer-vos a vós, para que não nos esqueçamos que as crianças um dia serão adultos, devemos tratá-las com respeito e não com indiferença.

A minha mensagem no dia de hoje é: não celebrem as crianças felizes, ajudem as crianças abandonadas e maltratadas e que precisam tanto da mão de alguém…             

O meu pensamento hoje vai para essas crianças que sofrem todos os dias seja porque motivo for (porque são demasiado pequenas para merecerem tais castigos) e para todos os adultos que têm uma criança que sofre constantemente, guardada bem no fundo de si mesmos…

O meu pensamento hoje vai para essas crianças que sofrem todos os dias seja porque motivo for (porque são demasiado pequenas para merecerem tais castigos) e para todos os adultos que têm uma criança que sofre constantemente, guardada bem no fundo de si mesmos…


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