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domingo, 19 de outubro de 2014

Ai os homens….

Para aqueles de vós que pertencem à minha faixa etária (oh buda, eu já pertenço a uma faixa etária!), com certeza que se recordam deste programa “ai os homens” da cadeia televisiva SIC; caso contrário vejam este resuminho http://videos.sapo.pt/FMdTrO9ZkmvE0arNDVWy. Tenho que admitir que a linha entre entretenimento e simplesmente ridículo é muito ténue, séculos e séculos de luta para que a mulher seja encarada ao mesmo nível do homem e de repente vemos com bons olhos objetivar homens. Vá lá meninas, há coisas que são melhores partilhadas entre amigas no chat do facebook; ai mas na altura não havia facebook!... é para isso que servem os cafés. Eu brinco claro, mas já estou a fugir ao tópico.

Ora a minha ideia a escrever este post não era falar do programa, mas aproveitar mais uma vez para me queixar da minha desastrosa experiência com homens; em geral gente, não estou a especificar ligações românticas! Sabem qual é o meu problema? Expectativas. Sim, eu tenho uma grande tendência para esperar mundos e fundos do primeiro individuo que me faz um elogio ou uma gracinha, ou daquele amigo que me estima e me promete sempre ser o meu ombro. Sim eu sou uma idiota, mas eu culpo a pessoa que contribuiu para metade do meu código genético e decidiu “despedir-se” do trabalho antes da verdadeira jornada ter começado. Sim eu sei, porque é que eu não consigo aceitar isso e seguir em frente? Ou agradecer todos os dias da minha vida por ter ganho o amor incondicional do homem da minha vida, o meu avô. Não sei porque, sou doida sei lá, “tratamento vai”. Só sei que tudo isso me tornou na pessoa confusa, insegura e inocente que sou. Mas falava de expectativas, ou seja, eu acho sempre que este sim, este é aquele que vai aguentar comigo os bons e maus momentos, a minha bipolaridade e acima de tudo apreciar o todo sem nunca me falhar. Ahahaha certo? Menina acorda para a vida. Sou uma sonhadora, e tenho ilusões constantes. Vivo no meu mundinho. Mas a verdade é que uso esta “máscara” de confiança e despreocupação, mas por dentro cada uma destas desilusões é uma facadinha no coração. A minha idade avançada tornou-me mais forte, e ajudou-me a compreender e a aceitar que dificilmente vou encontrar alguém que seja tudo aquilo que eu sempre quis; mas isso não quer dizer que é impossível, só quer dizer que tenho que ser mais seletiva.

Moral desta história: aprendi a ser mais paciente, não me iludir com uma carinha bonita ou com as palavras que fazem os cabelinhos do pescoço se arrepiarem de satisfação. Vou fazer uma listinha de coisas que procuro e não sair dos parâmetros que escolhi, porque preciso de manter um certo grau de racionalidade nestes assuntos do coração; isso faz-me parecer um bocadinho fria e convencida (a miúda acha mesmo que tem uma fila de homens à porta, e que vai escolher o melhor e atirar os outros á piscina, não não que isto não é o “ai os homens.”), mas é o que preciso. Afinal eu mereço o melhor, assim como toda a mulher! Não vamos contentar-nos com o confortável, vamos arriscar na felicidade e companheirismo que todas precisamos. Acima de tudo vou focar-me em mim, em me melhorar. Eu quero sentir que sei quem sou, que não preciso de ninguém para ser feliz e que eu tenho o meu lugar neste mundo, um lugar que eu conquistei sozinha. E deixar que as coisas que estão reservadas para mim me encontrem, que cheguem quando eu estiver preparada, que façam sentido e venham para ficar.



Acho que aquilo que eu quero mesmo partilhar convosco é um pouco da paz e serenidade que encontrei ao compreender que mesmo errando no passado não posso deixar que isso me marque e me faça sentir que não mereço ser feliz, ou que vou errar sempre. Se alguma vez sentiram algo parecido, bem ….não desesperem, as respostas vêm com o tempo. Esperem. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quem sou? Parte 456788776655433


Parece que pelo menos uma vez por ano volto a colocar-me esta pertinente questão, e podia ser tudo muito perfeito não fosse este pensamento a razão do meu tormento e da minha constante infelicidade e insatisfação. Menina decide-te duma vez! Escolhe isto ou aquilo e resigna-te ao destino que te espera, semelhante ao comum dos mortais; um emprego que não me traz felicidade ou me completa, uns míseros trocos que vão satisfazer minimamente os meus vícios consumistas e talvez um marido que será a razão pela qual nunca concretizarei os meus sonhos e uma montanha de crianças que vão eventualmente extinguir o fogo que outrora me movia e me fazia sentir como alguém que podia realmente fazer uma diferença neste mundo. Temos que enfrentar a realidade e aceitar o nosso destino.

Mas no fundo de mim, no escuro da noite, quando não consigo dormir porque não paro de pensar e pensar… o desespero toma conta de mim e não consigo imaginar a vida assim, uma existência vazia de tudo… de alegria, de significado, de vida. Cada vez mais sinto que me perco, que aos poucos vou deixando a minha essência apagar-se…. E quase que não consigo reunir forças para lutar contra isto. Só queria uma resposta, só um sinal que aponte para o caminho que me levara à terra prometida… porque eu preciso de esperança neste momento frágil e incerto. Mas como sempre um ou dois clichés ocorrem-me, ninguém me pode dizer o que fazer ou escolher porque a vida é minha e o risco é meu e só meu; a vida é feita de alegrias e tristezas, de vitórias e perdas, acima de tudo é feita de momentos decisivos que podem influenciar definitivamente o rumo das nossas vidas.

Mais um dia, mais uma agonia… mais uma cambada de problemas e questões sem resposta e que mais uma vez vou adiar a tomada de uma resolução para amanha, e o amanha nunca chega…. Quem sabe um dia….


segunda-feira, 24 de março de 2014

Carta Aberta a uma Hipotética Amiga da Onça (smooth joana)

Querida hipotética,

Suponho que como segue a minha vida tão atentamente, já deve ter percebido que tenho dificuldade em dar 5 tostões por opiniões baseadas em inveja e rancor inexplicável, mas estou com uma insônia desgraçada e achei que seria divertido para quem leia esta carta e se sinta em baixo por descobrir as onças das suas vidas, meus queridos todos nós sofremos com essa praga, o melhor é relativizar e se possível decorá-la com humor.

Eu tenho consciência dos meus defeitos, sim eu sei que desconhece a palavra “consciência” – é uma vozinha na cabeça que nos massacra quando agimos mal e reconhece/insiste que somos capazes de mudar, mas isto não lhe faz falta querida é uma cruz das pessoas que têm compaixão e princípios. Tenho os meus dias, por vezes os defeitos tomam conta de mim e a consciência não me deixa dormir mas a minha educação faz de mim uma pessoa que se redime dos seus erros e volta a deitar a cabeça na almofada dormindo como um bebé.

arthur.bio.br

Chama-me princesa e mimada? Ora eu agradeço querida, todos os dias dou graças por ter a família que tenho, por ter recebido amor, mimo, o conforto e as oportunidades que me proporcionaram, não seria quem sou hoje se não fosse pelo carinho que recebi toda a minha vida. Deveria sentir-me mal porque sou amada pelos meus? Todos os dias me dói o coração ao ler o que se passa um pouco por todo o mundo, o quanto as pessoas sofrem porque ninguém se preocupa com elas ou lhes dá amor, comida ou liberdade. Sim sou uma princesa que teve como mentor um rei bondoso, carinhoso, humilde e trabalhador, um homem que dedicou a sua vida a trabalhar para proporcionar uma vida melhor á família, e quando se podia ter reformado dessas responsabilidades escolheu cuidar de mim e do meu irmão, sem pensar duas vezes e com o coração aberto. Serei eternamente grata por ter sido educada por um homem com princípios, lutador, inteligente, bem formado, correcto, que sempre acreditou na bondade dos outros por mais que a vida lhe mostrasse o contrário ele nunca desistiu de tentar trazer um bocadinho da sua luz para a vida de todas as pessoas que conhecia. Tantas qualidades e no entanto palavras nunca poderão expressar o amor que eu tenho por este herói e nunca me vou sentir culpada por ter alguém na minha vida que sempre acreditou em mim, sempre me ajudou a perceber que eu posso ser o que eu quiser mas que antes de tudo devo procurar ser feliz. E agora com toda a verdade lhe digo que lamento que não tenha tido o mesmo, tenho a certeza que seria uma pessoa muito melhor e não teria tempo para analisar os meus passos. No entanto isso não é desculpa para o veneno que corre nas suas veias minha senhora, ser bom ou mau é uma escolha, você não soube escolher e isso é triste.


Chama-me vaidosa e com a mania que sou melhor que todo o mundo. Mais uma vez obrigado, não sei porque me sentiria mal por sair de casa com o pescoço levantado e a cara lavada! Há coisas que o dinheiro não pode comprar, uma delas é o bom gosto. Sou um pouco materialista? Sem duvida que gosto das minhas coisas, mas guardo-as e estimo-as com muito carinho pois trabalhei para as pagar e sei quanto custa a vida. Eu sei que para si isto é uma coisa estranha, mas nem toda a gente esta disposta a vender “tudo” para ter dinheiro de sobra. Mais uma coisa que eu aprendi com o meu avô, quando trabalhamos e somos independentes financeiramente damos muito mais valor às coisas e principalmente às dificuldades das outras pessoas, o que consequentemente gera um sentimento de compaixão e altruísmo e não podemos descansar se não contribuimos um pouco. Engraçado não é? Eu não acho que sou melhor que ninguém, minha querida, nunca fui perfeita e já cometi muitos erros mas redimi-me e “renovei-me”; mas sinto que sou muito melhor que a senhora, isso não posso negar, mas também não é difícil sentir-nos superior quando comparados com seres humanos mesquinhos e com ar na cabeça. Pense nisso.

gossipgirlnotipotfashiteen.blogspot.com 

E sabe que mais? Não me conhece de todo, mesmo depois de tantos anos a vigiar-me, porque é certo que sou feliz com a vida que tenho mas trocava tudo num milisegundo para ter o meu avô comigo por mais uns anos, um dia só, uma hora para lhe dizer que o amo só mais uma vez. Há mais uma coisa que lhe posso ensinar o dinheiro não compra amor, e deve ser triste viver rodeado de amigos que a suportam por quererem algo de si. Lamento mesmo. Eu por outro lado era feliz a morar num casebre bem no meio da montanha, primeiro porque sempre sonhei em viver no sossego e longe de línguas afiadas; segundo o ar da montanha é bom para a saúde e visto que sou vegetariana seria econômico alimentar-me, a natureza é o melhor supermercado; terceiro e último, garanto-lhe que só precisava de um saco de batatas e uma linha de pesca para fazer um vestido que faria inveja a uma mulher insossa como você. As verdades são para se dizer não é? Eu uso qualquer trapo com confiança, seja o que for, e tenho muito brio na minha aparência, é o meu cartão-de-visita e mostra ao mundo que sou acessível e humana. Se quiser eu posso ajuda-la a ganhar um pouco de confiança nesse campo. E se gosta tanto do meu facebook dê-me a sua morada, eu mando-lhe uma foto autografada.

Atentamente,
Joana Afonseca


*Lamento que isto seja tão longo mas diverti-me imenso e levantou o meu astral hoje. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Não estou a defender ou a criticar a praxe, é uma opinião pessoal e subjectiva sobre um tema da actualidade


A mim o que me irrita é fazerem um circo dos horrores á volta da praxe por causa de 6 meninos riquinhos, cujos rabiosques ainda cheiram a cueiros (como diz a minha avó), que estavam tão aborrecidos nas suas vidinhas pequeninas e decidiram fazer um fim de semana no Meco (sim porque quem pode pode) e acabaram a dar á costa, sem vida, unica e exclusivamente pela sua estupidez extrema.

Todos nós com uma televisão por isso sabemos que o mar está farto de esbordar-se terra fora, eu não conheço gente rica mas acho que eles ainda usam disso; ninguém no seu perfeito juizo se poem numa situação daquelas (se bem que por todo o mundo existe aquela raça de gente que se regogiza em estar na primeira fila das catástrofes, sim porque tem imensa graça filmar ondas gigantes, tornados e cheias) por isso além de imaturos o tico e o teco não jogavam juntos; e por fim, ninguém viu um gajo com uma arma (sociedades secretas sem munições o.O) a obrigar aquela malta a alugar uma casinha e ir brincar aos castelos de areia juntos do mar revolto, durante a noite. -.-

A sério há muitas coisas que ouço todos os dias e me faz revirar os olhos mas esta conspiração que se tem visto na última semana, nos noticiários nacionais, esta a dar-me uma azia desgraçada. Sem querer ofender susceptibilidades, vamos parar de limpar o cuzinho desta gentinha rica e não atirar areia para os olhos do povo, temos de aceitar a realidade: as pessoas são estúpidas, com ou sem praxe! Eu não tenho pena nenhuma, quem se arrisca assim não tem desculpa; foram ao mar e perderam a vida, olha não fossem. Eu guardo a minha compaixão para os que são devastados por tragédias reais, dia após dia. Não tenho tempo para jogos dos media.







domingo, 5 de janeiro de 2014

2013



2013 foi um ano que tanto deixou por dizer que quase me dariam por MIA ou desaparecida em combate (em bom português). Agora que “acabou” já me sinto o pouco mais á vontade e com vontade de o explorar e escrutinar minuciosamente - para matar de vez essa curiosidade e os diz-que-disse-que-nada - e alimentar meu narcisismo compulsivo até á obesidade.


Quem me conhece e portanto sabe desta minha aversão a qualquer e todo o tipo de festividades, compreende a falta de posts sobre o assunto. Resumo? Todos os dias podem ser “Natal” e o facto de que de 365 em 365 dia (366 em anos bissextos) deitamos o calendário ao lixo e compramos um que começa, surpresa surpresa, por Janeiro – não é, para mim, motivo de celebração. É um facto, se vamos a celebrar todos os “factos” da vida, meu amigo, não fazíamos mais senão festejar – por mais que eu goste de festa meus queridos o que é demais enjoa. 

Mas de qualquer maneira posso dizer-vos que estes últimos 12 meses foram de factos extremamente significativos na minha curta existência, e será por isso para sempre lembrado como o pior e o maior ano da minha vidinha.  Estará lá nas estrelas junto do ano em que nasci, o longínquo e ainda brilhante ano de 1990 (podem pesquisar, ou esperem que eu vos conte); o ano em que o dador de esperma deixou de perfilar na minha infância ou o ano do “há males que vêm por bem”; o grandioso ano em que percebi finalmente porque é que existem meninos e meninas (se é que me entendem), e que “há mais marés que marinheiros”, “há mais peixe no mar” e “há muitos burros do mesmo pelo”; e infelizmente o ano em que percebi que a vida é demasiado curta para amar quem nos ama e para chorar por quem não nos merece. Este ano de 2013 poderá ser descrito como o ano em que fiquei sem chão, em que perdi a vontade de pensar, de agir, de respirar e de viver; mas principalmente o ano em que provei a mim mesma, aos que me amam e aos que me odeiam, que ainda há mundos dentro de mim por desvendar.  Num deles eu sou Xena a princesa guerreira, que se reergueu do pó do seu ser vazio e derrubou com punho de aço os seres tóxicos que poluíam a minha alma e mente, consequentemente fazendo-me sentir insignificante – e  regozijei sob a poça dos seus despojos ensanguentados, vitoriosa e mais forte do que nunca. Sim, um pouco mais negra e completamente “cacofônica” (de disfemismo), mas indiscutivelmente mais energética, criativa (quase explodindo no meu mundo de imaginação) e definitivamente feliz. Foi o ano da mudança, tanto interior como exterior, foi uma continuação da jornada começada em 2012. Uma jornada de introspecção, auto-conhecimento e iluminação, foi uma vitória. 




Mudei a cor de cabelo, emagreci 10kg, dediquei-me a mim e a meditação, yoga e thai-chi. Ri, chorei, amei e perdi. Realizei imensos projectos relacionados com moda e beleza e por isso decidi adicionar mais um passatempo á lista dos favoritos. Fiz muita coisa, o que não fiz foi partilhar aqui convosco, espero que este ano isso não se repita – mesmo que só uma pessoa se importe com o que me vai na alma já vale a pena. Quero que este seja um espaço sagrado, onde posso partilhar os meus pensamentos e ideias sobre a vida e tudo mais que me interesse. 

Agora que expeli estes demónios é de bom tom terminar numa nota mais alegre, ou seja os momentos extraordinários que vivi este ano. A união mais forte na minha pequena família deu-me a certeza que tenho os pilares da minha vida firmes e presentes para tudo, e de repente o medo de falhar não é tão grande porque sei que a minha família acredita em mim e me ama não importa o que eu faça ou seja. Depois da minha recusa em celebrar seja o que for, o mau humor costumeiro, e a aversão ao cristianismo em favor do budismo, poderia levar qualquer família á loucura – mas não a minha, e somos felizes assim. Os laços de amizade que se tornaram tão mais fortes e me seguraram nas tempestades e adversidades que enfrentei em 2013, fizeram-me acreditar que existem pessoas que valem a pena, porque nos fazem felizes e somos um pouco melhores porque os fazemos felizes também, vocês sabem que vos amo. E em continuação com o tema das amizades, a família académica também aumentou este ano transacto, com a adição das afilhadas que ficarão para sempre no meu coração, pelo carinho e a amizade que ofereceram e a confiança em mim, como a pessoa que as guiou e guiará na vida académica. E espero também, um laço que dure para toda a vida. Amo-vos minhas princesas. 




Sejam felizes e que 2014 seja o ano das vossas vida.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“Já lá vai o tempo em que se trocavam votos por micro-ondas”

Fico estupefacta perante a minha pureza de espirito; aqui estava eu julgando que o povo já estava “sabido” no jogo político, e por isso não se deixariam ser ludibriados por falsas intensões e promessas, e estava redondamente enganada! A vida é feita destas duras lições, mas eu mantenho o meu espirito positivo e espero que a sociedade se transforme, e sejamos um pouco mais altruístas e solidários para com os nossos vizinhos – e não daria eu uma boa política? Não, porque a ironia não é o mesmo que a pura mentira!
jornalavem.wordpress.com

Lá na terra dos Deuses, há séculos atrás, uns quantos ideologistas orquestraram um plano de meticulosas regras e punições, que Nicolau Maquiavel  viria a rotular de “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo"”. Trocaram as togas pelos ostentosos fatos que agora envergam; mudaram os termos para despistar a falta de criatividade, mas a política é a mesma – mascarar a simples e pura ignorância por detrás de um vocabulário que o cidadão mais humilde toma por “caro” e assume, erradamente, por “entendido”. Com esta observação subjetiva podem concluir, e com razão, que não sou mulher de políticas. Nunca senti um apelo particular pela ideia, e agora que compreendo um pouco mais, tenho-lhe ainda mais aversão. É um jogo de indivíduos pretensiosos e vazios daquilo que entendo por política (uma luta pela igualdade e o bem-estar de todos), logo prefiro não tomar uma posição ou discutir partidos – é uma daquelas velhas disputas que nunca mais acabam (e que na minha opinião servem para muito pouco). No entanto, estou consciente que uma sociedade anarquista não é exequível e compreendo a necessidade de manter um qualquer tipo de ordem para o funcionamento (bom ou mau) da sociedade. De qualquer maneira não consigo aceitar que ainda ninguém tenha avançado com uma ideia melhor para resolver o “problema”, duma forma mais justa e civilizada – não cabe na minha cabeça que um governo se ache no direito de atacar outro, usando-se de razões dúbias, e depois saqueie descaradamente as riquezas naturais do mesmo!

Passando à frente desta minha observação, e ainda no campo politica, hoje opino a propósito das eleições que ocorreram por todo o país. Incomoda-me o tempo que dedicamos às promessas vazias que se repetem em panfletos copiados e cansados do mesmo; aos espetáculos circenses que imitam um genuíno interesse nas necessidades do povo; e à monopolização do tempo de antena – dando preferência a uns em detrimento doutros. E de quatro em quatro anos sou obrigada e levar com os panfletos, que só demonstram a desconsideração pela preservação das florestas; e a poluição sonora dos carros de campanha, que numa época de contenção são mais um luxo despropositado; e pior que isso, os chocolates nas caixas do supermercado! Vou explicar esta frase aparentemente fora de contexto: os supermercados colocam as malditas guloseimas nas caixas de pagamento para que se tornem mais atrativas (e confesso que resultam vergonhosamente comigo); tal como as, aparentemente, inócuas “oferendas” que os partidos distribuem estrategicamente mesmo às “portas das urnas” – figurativamente! Acho desonesto da parte dos supermercados obrigarem-me a comer chocolates, gomas e pastilhas elásticas, quando sou claramente capaz de decidir por mim mesma se quero uma guloseima ou não! Já fui por mais que uma vez ao supermercado, unicamente para satisfazer a minha gula! Obrigado mas não obrigado “Grande Pai”, mas eu não vou eleger um saco de m&m´s porque hoje tenho maças! Não me fazem cáries só porque num momento de fraqueza vacilei, e importam-se com o meu bem-estar e em dar-me o que preciso.

Afinal tudo está ligado à política – assim como a religião e qualquer outra “empresa” que gera e acumula zilhões! E é a isto que chamamos de humanidade – a lei do mais forte com o único objetivo de acumular mais e mais riqueza!
graosdeareia.wordpress.com


E no fim somos cinza, pó e depois, nada. Não parece tudo tão absurdo quando vemos desta perspetiva?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Entry 10#

So today I finally returned to civilization. Oh what a great feeling to come to my city and smell this air full of happiness and laughter (and air pollution and pigeon/seagulls poop)! I just love to jump around every place I love here, I never left Portugal but I think I´ll never love another city another city as much as I love Oporto. Here I feel at home, I feel like I belong to the painting – like a still figure, just looking innocent and joyful. I am passionate about many things in life but nothing compares to the love I feel for this place, the river, the old streets, the amazing library or the lovely city parks and the amazing nice people. Oh today I am all like seeing rainbows and unicorns everywhere, the whole pink sunglasses extravaganza.

Nevertheless this city now is a place of memories, memories that may be wonderful but that also make me tear up a bit. You see, my grandpa lived, part time, in this city of mine. As I walk down the street I remember how we used to walk it down together, just to go somewhere or nowhere at all. I remember all the things you loved to take me to see, the expositions, the landmarks or the coolest places you just adored. I know he wasn´t born here but I also know he felt like you were, partialy. I just feel that warm thinkling on my troath as I try to hold the tears. I poured my heart out on a piece of paper and cried deeply in the silence. 

I just miss him too much, so I need to pretend you aren´t gone, because that is the only way I can get up in the morning and live a kind of normal life. But I miss you so much, more than words can describe, and I ask myself what in the Lord´s name have I done wrong to deserve such punishment. I just want to remember you the way you were, perfect and only mine. I need you too much because there isn´t another human being that can validate me when I feel like shit. With a sweet embrace I just knew I was perfect the way I am.


I know this sounds a bit depressing but I just need to allow me to miss him and remenber what a wonderful human being he was. Today I thought, one day I will lose my family, and that reality tore me to pieces- I just cannot imagine me alone in the world, I prefer to die today. Remember to value the ones you love and tell them you love them every single day because one day you won´t be able to. I know I wished I had said it more, because now I can only say it to myself. Love with all your heart and have no regrets because live is too short for resentment. 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Portugal, Deprimente!

É com os olhos virgens de uma sonhadora que “amando”, esperançosamente, uns olhares esguios ao noticiário da TVI enquanto depenico nos resquícios do meu salmão grelhado – e dou por mim a rir tão incontrolavelmente que juraria ser milagre não me ter engasgado com uma espinha – para mim uma tragédia por dia é suficiente! O meu desdém pela comunicação social nacional já se demonstra bastante agravado, mas a cada dia a barra de qualidade atinge níveis extraordinários de inutilidade, estupidez e ridículo. É ridículo a quantidade de areia que tentam atirar-nos aos olhos - e o povo gosta! Que se pode fazer?

Quase que dou um “passe” aos comentários idióticos sobre a peça “Iowa legaliza a venda de armas de fogo a deficientes visuais” – porque é uma realidade aparte do resto do comum dos mortais, e claro porque nosotros (a.k.a. ocidente) comemos cultura norte americana às toneladas (see what I did there?), hmm melhor que caracóis não é? Olhem a lógica ocidental: Já que damos armas aos putos, que ainda não saíram do armário, e vai daí um dia apetece-lhes dar um tiro na testa do professor; porque não dar uma espingarda a uma pessoa que não consegue ver? O que é o pior que pode acontecer? Confundir a namorada com um assaltante e depois - porque claro que ninguém no seu juízo perfeito vai condenar este individuo – acabamos com uma jovem assassinada e um culpado que sai impune! E é este tipo de comportamento que estamos a gravar nas mentes influenciáveis das crianças, que no futuro vão matar a mãe porque esta não lhe comprou o novo jogo da playstation (ou o que quer que seja que os miúdos gostam hoje em dia, quem sabe?). A minha repulsa por tudo “americano” podia ter aumentado mas já estou imune, já nada me impressiona dali. E rio muito e honestamente, porque tristezas não pagam dividas e se não somos capazes de nos rir de nós próprios (e por “nós” digo sociedade), bem, nem vale a pena rir de nada!

Mas fico possessa quando de seguida dedicam um segmento, de 10 minutos à vontade, ao aperto de mão que o cristianinho deu a outro qualquer jogador – e que aparentemente deve ser algo raro no país ao lado - porque não vejo outra explicação para tanto alarido. E para acabar os dez minutos em beleza, as imagens mais “frescas” de um outro jogador que foi para não sei onde e que, preparem os vossos corações, terá problemas em adaptar-se à nova cultura e aposentos. Pobre rapaz deve ser mesmo chato largar as saias da mamã para ganhar mais uns míseros biliões. Estou mesmo preocupada com esta questão tão mais importante do que os idiotas dos americanos a oferecer bombas a literalmente qualquer pessoa que as quiser! Mais meus amigos, só em 2 ou 3 estados é que são obrigatórios exames visuais antes de obter a licença de posse de arma! O que significa que nem é preciso fazer testes para, sei lá, avaliar a capacidade mental necessária para saber distinguir quando usar uma arma, ou melhor, quando não a usar (que na minha opinião deveria ser 99% das vezes)! Como podem confirmar no vídeo, a licença até pode ser obtida na internet! Deus como é que é possível que a burrice desta “Nação” não esteja sob a nossa lupa todos os segundos de todos os dias?


Outras notícias de grande interesse nacional? O Passos Coelho inaugurou uma escola, e os professores de EVT estão no desemprego! Só eu vejo a ironia? A ignorância deve ser uma bênção! E mais areia para os olhos de todos nós. Fizeram a autópsia ao cadáver da criança que foi negligenciada pelo pai, mas que provavelmente foi só esquecimento por isso vai passar uma noite num quarto financiado pelo estado e amanha já nem se lembra disto. Uma pobre toureira está nos cuidados intensivos e o diagnóstico é reservado. Mais uma vez, sofro imenso por mais esta pessoa que ficou ferida ao incitar um animal inocente a, literalmente, atacá-la com o único propósito de entreter o povo num ritual de matança público – que lamento imenso queridos apreciadores, mais vale chamar: um regresso ao degradante espetáculo de gladiadores ao estilo do império romano. Só falta um idiota envolto num lençol a gritar “soltem as bestas”!


Hoje sinto-me uma velhota que vive na montanha e só sabe reclamar sobre o governo!

 E mais um tesourinho deprimente no capitulo da História de Portugal!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Velhos são os trapos!

A sociedade do século XXI sofre de uma quantidade absurda de enfermidades, e por vezes é-me penoso isolar uma que consiga resumir os podres que germinam das entranhas da nossa ignorância. Os anos e a convivência com estes espécimes tão complexos, permitem-me porém sentir repulsa em me incluir no seu grupo - porque nem por um segundo me imagino a sentir e a agir como eles.

Recentemente assisti a um segmento mais “sério”, de um qualquer programa da manhã, que abordava o alarmante aumento de idosos abandonados em hospitais. E mais uma vez corriam as lágrimas pela minha face; ao ver os seus rostos embelezados pelas marcas que contam as histórias de suas peculiares das suas vidas e os relatos de como tudo terminou tão cruelmente porque os seus familiares não queriam o “incómodo” de cuidar dos seus – e sinto-me tão pequenina num mundo de monstros gigantes, que comentem estes crimes contra a comunidade. Baixo os braços perante a minha luta de entender o porquê! 


Como é que as crianças de outrora, que foram criadas no colo quente e no conforto do amor de seus pais e/ou avôs, se esquecem completamente das horas felizes que viveram apenas porque tinham um alguém que o amou e ama mais do que alguém vai amar? Sim, esquecimento, é a única justificação plausível – um vírus que afeta a memória ou um alzheimer seletivo que lhes rouba a capacidade de compaixão pelas pessoas que lhe deram a vida. Não vos vou maçar com as imensas incoerências e atrocidades que me deixam apavorada com a ideia que um ser humano pode descansar sua cabeça na almofada sabendo que uma parte de si está a definhar sozinha e triste num canto qualquer. Pois a mim nunca me faltaria vontade e tempo para me certificar que fiz tudo para dar o conforto e carinho a quem mo deu nos primórdios da minha insignificante existência. 
Para além do mais, estes jovens de olhos brilhantes são simplesmente adoráveis, seres belos que viveram coisas que nunca me passariam pela cabeça – porque por vezes esquecemo-nos que um dia eles foram jovens de tenra idade como nós, sem experiencia, cheios de vida e sonhos, com receio mas vontade de viver tal como nós. Para mim é um prazer compartilhar o sentimento que suas palavras tão calorosamente refletem – são vidas ligadas com outras vidas, e vivências com as quais podemos nos relacionar e aprender. Não entendo quem pode encontrar aqui um ponto negativo, mas isso sou eu.

Não sei se já o referi mas com tantas qualidades que o meu ídolo possuía, torna-se complicado anotar o que disse ou não disse; o meu avô, que era um jovem com muita experiência de vida, mas de uma geração muito mais retrograda que a nossa; tinha uma capacidade de aceitar todas as pessoas, por mais estranhas que fossem à sua natureza, e não sabia o que significava julgar quem simplesmente possui uma visão diferente da nossa. Até a mim que, para quem me conhece não é surpresa nenhuma, sou sempre do contra; dá-me um gostinho especial a adrenalina de provar e argumentar os meus pontos de vista, e demonstrar sempre a importância de respeitar a subjetividade de cada um. E por isso sempre me foi fácil agir assim em todos os aspetos da minha vida, porque tinha um grande exemplo do que significa ser um ser humano verdadeiramente humano – que nunca poderei copiar mas que desejo alcançar com o tempo. É plausível que essa seja a raiz da podridão que a humanidade sofre, a falta de bons modelos que as crianças – os adultos de amanhã – admirem e desejem seguir como exemplo. E agora seria o momento ideal para tirar um instante e considerar esta minha ideia e refletir-mos sobre se somos realmente o melhor que podemos ser, se queremos que os nossos filhos sigam os nossos passos, para que no futuro possam olhar para nós e dizer: tenho orgulho em ser a pessoa que sou porque assim mo ensinaste. Será que no futuro teremos um conjunto de pessoas que queiram mesmo fazer o melhor pelos seus e pelos outros e que não simplesmente o apregoem?


Apenas mais um degrau na longa escada que deveríamos subir, para que todos nós enquanto sociedade, possamos também ser o melhor que podemos ser.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vaidades & Hipocrisias

Não é fantástico como assim que encontramos balanço espiritual todos os nossos sentidos ficam muito mais apurados? Tenho-me encontrado a ouvir mais e a falar menos, gosto do papel de observador, e as vantagens são imensas para o meu desenvolvimento cultural… Sim, também inclui o uso de um vocabulário mais rico e variado, e com um cheirinho de presunção que nunca matou ninguém. Para além disso, encontro inspiração no dia-a-dia e dou comigo a pensar e a analisar os ramos intrincados dos comportamentos e conversações triviais. É a volta ao mundo terreno e ao mesmo tempo ao recanto do meu consciente - onde me enrolo num manto de introspeção que me aquece a alma – são as pequenas coisas que me fazem feliz.

E agora que já desenvolvi demasiado sobre coisas que só interessam à minha pessoa vamos passar ao que me interessa. A querida Judite de Sousa estava hoje num programa de tarde qualquer, a falar sobre um senhor (que infelizmente não reconheci e por isso não o armazenei), e fez um curioso comentário: só as grandes mentes possuem um intelectual musculado e por isso exigem e apreciam uma discussão bem fundamentada (não são as palavras exatas mas a ideia era mais ou menos esta). Isto fez-me pensar que afinal a Judite é um bocado presunçosa (cheia de si mesma ou vaidosa) afinal de contas não é muito educado gabarmo-nos das nossas qualidades intelectuais ou outras. Já não tinha uma grande impressão da senhora e não melhorou definitivamente. Garanto-vos que conheço a minha quota de idiotas convencidos que por usarem meia dúzia de palavras cultas e decorarem dois factos interessantes sentem-se os senhores de toda a verdade! Especialmente pseudoartistas (ego explosion). E depois disse a mim mesma: que hipócrita!

Não sou uma mulher que passa o dia a aprazar-se de suas qualidades - até porque me culpo muitas vezes por tanto falar dos meus defeitos. Mas é certo que sinto uma grande satisfação quando alguém aprecia o meu trabalho ou simplesmente congratula-me pelo vestido que trajo – não somos todos um bocadinho hipócritas quando criticamos alguém por dizer a verdade quando no fundo esperamos que alguém o faça por nós? Hipócritas e falsamente humildes. Pois é, eu sou culpada desse mesmo pecado mas isso não faz de mim melhor que ninguém, faz-me humana. Eu sei que sou um bocado egocêntrica e escrevo mais para a paz da minha alma, mas o meu maior desejo é partilhar um pouco de mim e relacionar-me com quem procura as minhas palavras – eu sei que por vezes me faz falta alguém que tenha passado pelo mesmo que eu, para não me sentir tão só na minha dor. O que não desculpa ou justifica o comportamento da senhora mencionada, infelizmente tacto é uma coisa que não "não lhe assiste", passando a expressão. Mesmo assim não tenho o direito de julgar uma pessoa unicamente pela imagem que ela passa na televisão ou pelo que as pessoas dizem dela, se não damos uma oportunidade nunca vamos conhecer ninguém intimamente. Todos temos defeitos e todos nós já nos arrependemos de algo que dissemos num momento nada fiel ao nosso carácter.

Por isso não interpretem mal as minhas palavras ou a maneira como ajo naturalmente, não tenho um pingo de falsidade ou presunção, não caminho nas nuvens rodeada de ornamentos de ouro, como muitos me julgam. Não, eu dou graças por tudo o que tenho e sei que nada é garantido, não tenho pouco ou demasiado mas o que tenho trabalhei e trabalho por isso. Foi esse o legado do que o meu avô me deixou - muito amor e compaixão, e as ferramentas necessárias para ser uma mulher independente e orgulhosa de si mesma. As minhas palavras por vezes não são as mais corretas ou sequer as mais educadas mas a malicia e a inveja são por vezes intoleráveis à minha índole, não fui educada a sentir tais afeções. A felicidade é mais fácil de trabalhar que a inveja.

Pensem bem antes de julgar alguém, quem nunca pecou que atire a primeira pedra. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Coisas que me revoltam....

Ultimamente um sentimento de raiva consome a minha alma. Note-se que não sou o tipo de pessoa que sente inveja ou faz juízos de valor; mas há certas coisas que observo e que não posso evitar censurar visceralmente! Cada vez que ligo a televisão não posso evitar expressar vocalmente a minha incredulidade – incêndios, mortes, o 2ª regaste que o governo considera, os conflitos no Egipto, a declaração de guerra dos Estados Unidos contra a Síria… Sinto-me revoltada e não vou desenvolver sobre estes assuntos de momento - estou a tentar controlar a minha frustração.

elicaespanhol.blogspot


E agora perguntam vocês (digo eu muito esperançosa), se não vou falar sobre isto porque é que o referi? Ora bem, a ideia surgiu-me exatamente por estar atenta ao noticiário da noite (e ao programa anterior), relativamente ao tipo de informação e à forma como decidem na importância de cada tema.
Uma coisa que devem saber sobre mim: faz tempo que não sigo atentamente a televisão nacional, sim eu sei que parece ridículo mas é verdade! Sinceramente não compreendo a utilidade e o objetivo dos programas de entretenimento; o conteúdo e as caras são as mesmas de à 15 anos atrás (por mais que o nome mude) e para além disso a seleção de “pessoal” cada vez mais me parece dúbia e lamentável (hint hint para a nova aquisição da TVI ao sábado de tarde).

De seguida vêem os noticiários, que ainda resistem a esta onda de desastres televisivos, mas falham também em conteúdo. É certo que fazem uma passagem breve pelos assuntos da atualidade nacional e mundial, por vezes até desgastando e esmiuçando noticias bastante planas. Mas toda a atenção foca-se nas coisas mais triviais possíveis! Notícias sobre recordes mundiais, concertos e festivais (transmitindo close-ups de jovens a tomar banho?!), fofocas do mundo dos famosos, já para não falar da famosa entrevista da Judite de Sousa ao jovem milionário, que é basicamente famoso por ser milionário! Por vezes tenho de me beliscar para confirmar que não estou dentro dum pesadelo jornalístico…


www.vintag.es 
Desde pequena que sonho em experimentar um pouco de tudo o que este mundo tem para me oferecer, e ultimamente sinto-me inclinada para a comunicação social – gostaria de construir uma carreira sólida como jornalista. Mas nunca me associaria a um conceito televisivo cujo único objetivo é adormecer nossa qualidade inquisitiva e baixar os nossos parâmetros de qualidade e proficuidade. Sou um bocado idealista e quero mudar o mundo passo a passo (o sonho comanda a vida!); preciso de “abanar” os conceitos e regras da sociedade e inserir um chip nas mentes do mundo, um chip que obrigue as nossas mentes a questionar tudo! A palavra é o instrumento ancestral e fulcral da humanidade, precisamos de redescobrir esse poço de possibilidades e beber da fonte do saber. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reality Check

Não sei bem porque, mas nos últimos meses desejo intensamente escrever sobre mil e uma coisas e simplesmente não tenho confiança. No momento em que a minha vida deu uma volta “negativa” senti uma força que de certo modo se traduzia numa sensação de imortalidade… não importava o que fizesse ou dissesse, não tinha medo porque nada ia superar o sofrimento que dominava a minha alma. E agora sinto-me extremamente consciente de que estou a ser julgada pelas pessoas, que se interessam em ler isto; e acima de tudo que esse julgamento é mais importante para mim do que outrora era a minha única forma de “expressão pessoal”. Esse sentimento de “não ser suficiente” lançou uma sombra sobre todos os aspetos importantes da minha humilde existência. Nunca em toda a minha vida duvidei tanto e tão intensamente de todas as minhas capacidades, na verdade sempre me senti confortável na minha pele e capaz de atingir todas as metas a que me propunha sem dificuldade… agora não tenho coragem de colocar metas porque metas são um compromisso que à partida não vou cumprir.

thegalleryfromoverthere.wordpress.com
Mas estou a obrigar-me a derrubar estes muros que se construíram à minha volta, e estou a tomar mais interesse nos temas da atualidade. Estou a tentar construir bases que aos poucos me fazem sentir mais confiante para expor um pouco do meu intelecto, e sentir-me novamente presunçosa das minhas qualidades jornalísticas. Afinal que tenho eu a perder? Nunca vou conseguir agradar a toda a gente e procurar validação noutros não se compara com a necessidade que tenho em me expressar e de ganhar a minha voz. Vou tentar mais uma vez sair deste momento negativo e encontrar a minha força no meio de todos os meus medos e inseguranças.

Sinto que levei um duche de realidade e não está a ser uma experiência agradável embora seja necessária. Por vezes passamos o tempo envoltos numa bolha dos nossos problemas e esquecemo-nos que existe um mundo lá fora que está a desmoronar-se dia a dia. Faz-me lembrar uma cena dum filme ou serie televisiva, em que uma pessoa positiva e alegre descobre que o mundo afinal não é feito de arco-íris e póneis rosa; esse choque é demasiado e a tristeza e depressão instala-se duma maneira aterradora. Vejo o telejornal e choro piamente porque não acredito o quão egoísta tenho sido até agora (e que ainda se nota pelo longo discurso totalmente egocêntrico) e também porque não sei como posso contribuir para a solução de cada problema. Porque acredito que se não somos parte da solução somos parte do problema, vejo a inércia das pessoas e lamento que prefiram ignorar e focar-se em coisas triviais… é com tristeza que vejo um parte do mundo em conflito por motivos políticos ou religiosos e a outra parte olhando de longe como se fosse um filme que nunca será a sua realidade.


www.pauldavisoncrime.com
Hoje o meu coração bate mais forte pelos 5 bombeiros que lutam nas urgências hospitalares, pela sua bravura no combate aos incêndios que este ano já provocaram a morte de 4 pessoas - que se arriscaram voluntariamente e de forma altruísta para servir as suas comunidades. E pelas pessoas que tanto perderam com este fogo que ainda flagra intensamente, desejo que continuem com força a reconstruir as suas vidas.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Refletindo sobre… as greves

jornalatromba.blogspot.com 
Nos últimos dias a imprensa nacional debruçou-se sobre a grande aderência dos professores do secundário á greve nacional, que se realizou no dia do exame nacional de português. Já se questionava anteriormente quais seriam as repercussões desta demanda e se a voz do povo se faria ouvir. No fim de contas o movimento captou a atenção dos média e do governo mas as mudanças ainda se fazem esperar.

Tenho uma opinião “negativa”, que eu própria considero pouco informada, sobre as greves que são tão populares hoje em dia. Não querendo ferir susceptibilidades penso que estas greves extraordinárias prejudicam mais do que ajudam. Não quero nem vou de modo algum menosprezar os motivos que levam estes profissionais a entrar em greve. A educação é um dos pilares da nossa sociedade e fulcral para moldar as mentes dos jovens de hoje que serão os adultos de amanhã. Sou testemunha das condições miseráveis que muitas vezes são oferecidas a estes profissionais e a instabilidade que a carreira oferece - o que nesta economia se torna uma combinação desesperante. Tive o privilégio de ser orientada por verdadeiros mestres e amantes da arte do saber e ensinar, e tenho o maior respeito pelo trabalho que desenvolvem e a “Fé” e esforço que colocam sob a instrução dos pupilos de hoje em dia (mas isso já é motivo para outra discussão). E por isso apoio e compreendo o descontentamento e a necessidade de ver o governo, que normalmente deixa tudo por meias palavras, tomar uma posição firme e definida. No entanto questiono-me se este é o caminho certo ou o mais frutífero.

veja.abril.com.br
As greves são uma manifestação contra algo que está errado na sociedade e por isso devem ser levadas a sério e consideradas com respeito, mas como tudo na vida, tem também um lado negativo. Quando os funcionários que são responsáveis pelos transportes públicos decidem fazer uma greve, os trabalhadores que estão dependentes destes sofrem as consequências sem fazerem parte da demanda dos primeiros. Parece-me extremamente injusto pagar o justo pelo pecador! Neste caso os lesados são os alunos que precisam do exame para se candidatarem ao ensino superior e se vêem numa situação de incerteza e nervosismo desnecessárias. Mais que isso, e como se verificou em Braga, a forma como se lidou com a falta de professores para a realização dos exames levou ao “prematuro caos” por parte dos alunos que não puderam realizar os exames - que perturbaram a ordem e a segurança. Mesmo com o Ministro da Educação a tentar suavizar a situação e a garantir soluções, o facto é que é uma situação grave e deveria ser lhe dada a devida importância e não ser tratada como um pequeno percalço. Por vezes pergunto-me se estaremos assim tão longe dos tempos em que esfaqueavam os imperadores porque não estavam contentes com a ditadura praticada por este. Pinto um quadro cómico mas a preocupação é real! 

alutaepravaler.blogspot.com
Mas que sei eu sobre isto? Muito pouco, pergunto-me que outra solução posso eu propor para resolver os problemas que perturbam o normal funcionamento da sociedade? Não faço a mínima ideia, mas também acho que esta não é a melhor. Gostava que o governo tivesse em consideração as necessidades da população? Claro que sim, mas as coisas são como são e temos que trabalhar com o que temos. Não será a hora de nos concentrarmos em levar a mudança a um patamar superior? Reformular os velhos valores e crenças deste país que vive do passado, e apostar nos jovens empreendedores que estão a ser postos de parte antes de terem uma oportunidade? Buscar novas formas de produzir internamente e criar empregos para o povo português em Portugal. Pequenas ideias que poderiam fazer uma diferença enorme e parece que ninguém se atreve a tentar! Porque é que parece mais importante queixarmo-nos do que não podemos mudar? Às vezes incomoda-me a inércia do nosso povo, sempre á espera que as coisas se resolvam sozinhas ou que alguém o venha fazer por nós! Não é altura de termos uma atitude mais proactiva? 

Parece tudo uma grande comédia e de facto vive-se como tal. Mas vivemos numa aparente democracia e parece que nunca estamos verdadeiramente satisfeitos, ou que possuímos a liberdade para mudar isso! O que não quer dizer que não podemos tentar…

Fica aqui a ideia e o pensamento que me levou a esta reflexão. Não tanto das reivindicações dos professores, com as quais concordo pontualmente, mas mais de uma perspetiva das greves em geral. Espero que tenham apreciado e que respeitem as minhas opiniões como eu respeitarei as vossas se as desejarem expressar.

NOTA:
Esta rúbrica é uma ideia que tenho considerado já há algum tempo, mas que ainda me deixa um pouco reticente. É sempre um risco considerável expor a nossa opinião sobre assuntos de natureza susceptível, arriscando-me a ter que lidar com comentários e ofensas desagradáveis. Mas, o certo é que, também faz parte da minha índole colocar-me no meio de controvérsias que suscitam o meu interesse e provocam uma reação explosiva sob as minhas crenças. No entanto tenho que sublinhar que o meu objetivo desta rúbrica “Refletindo sobre…” é inteiramente subjetivo, são as minhas opiniões e visões sobre determinados assuntos. Assuntos nos quais emprego (da melhor maneira possível) as minhas capacidades refletivas e argumentativas. E consequentemente procuro receber algum feedback e possivelmente trocar impressões sobre os temas que seleciono.