sábado, 2 de junho de 2012

Pensamento Do Dia

Às vezes penso: para quê fazer isto ou aquilo, para quê continuar, para quê perder o meu tempo? Se no fim meia dúzia de pessoas lerem o que eu escrevo, metade delas compreende de onde vem a minha palavra e talvez, com sorte, uma delas sinta aquilo que eu digo e faça uma diferença na sua vida; seja por que motivo for.

Com certeza que todos os artistas, seja de que forma de arte se trate, sentiram o mesmo que eu alguma vez na sua vida (e não estou de modo nenhum a classificar-me como artista!!!). A verdade é que foram tantos que se sentiram incompreendidos, postos de parte, inapreciados; e viram-se rodeados pelos seus pensamentos em folhas de papel espalhadas por um quarto qualquer, pelos seus quadros que davam direito a mais um copo de vinho, ou pelas suas estatuetas escondidos por um pano bafiento. Até que um dia alguém descobriu esses tesourinhos, e a vida de muita gente mudou, tornou-se melhor só por isso. A arte é isso mesmo, é algo indescritível, algo inidentificável, inqualificável; mas que causa tal sentimento no seu observador, tal emoção que só ele a compreende e é toda sua, porque a arte é subjectiva e qualquer um pode tirar a emoção e as benesses que conseguir, e desejar. É isso que faz a arte algo tão belo e ao mesmo tempo tão incompreensível.

(This girl is an inspiration, just click on the image and see)


Não sou nenhuma artista, de nada, sou apenas uma pessoa que gosta de escrever, que tem ideias diversas e consecutivas,diariamente; e que arranjou esta forma para dizer a quem queira ouvir as minhas opiniões, os meus pensamentos, as minhas sugestões, os meus sonhos e tudo aquilo que me surgir.

Hoje sinto-me um peixe pequenino num mar imenso, mas se uma das minhas mensagens passar para a vida de alguém e fizer algo positivo, então sinto-me o peixinho mais iluminada neste mar revolto. E fico feliz. :)

Obrigada aos que me acompanham…

A foto é minha por isso a sua cópia ou uso é ilegal. Por favor não roubem o meu trabalho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A criança em mim…


Hoje é dia mundial da criança e isso faz-me ter boas recordações; memórias de tempos aparentemente fáceis, sem preocupações de grande valor; uma infância cheia de amor e boa educação (como só se poderia esperar). Mas depois penso naquilo que eu não tive na minha infância, uma única coisa insignificante, que acabou por ter repercussões inimagináveis para mim naquela altura, quando tinha só 4 anos.


Neste dia celebra-se a criança, fala-se da sua importância (são o nosso futuro afinal!), da sua inocência, da sua ingenuidade e da necessidade de as amar e proteger. Mas nem todas as crianças têm essa benesse, nem todas as famílias ou mães/pais têm a capacidade e ás vezes a vontade de cuidar do seu bem mais precioso, do sangue do seu sangue. E aí tudo muda, e a criança deixa de ser criança e passa a ser um adulto marcado, a ferros, com os erros de outrem.


Doí-me a alma quando ouço histórias de crianças abandonadas pelo pai, pela mãe; abusadas pelo padrasto ou pelo tio; exploradas pela família; obrigadas a prostituir-se e tantas outras coisas mais – que me dão um nó na garganta só de pensar. Ver o sofrimento de um filho, estampado no seu rosto - devido a anos de abandono e perguntas sem resposta – e um pai consegue continuar a viver a sua vida como se tivesse devolvido um item com defeito, dá-me vómitos!

Sofro quando eles sofrem porque também o senti e sinto na pele. Mas penso que tive a sorte de ter alguém que substituiu esse buraco no meu coração, e que apesar de agora já não estar presente, eu sinto-o a olhar por mim, constantemente. E não podia estar mais agradecida por essa dádiva. Pois muitas destas crianças ficam sem ninguém no mundo, são totalmente abandonadas, e isso faz-me mal. Quem me dera poder estar lá para lhes dizer que um dia tudo vai ficar bem, porque fica, mas demora. Oh como eu queria voltar atrás e olhar para mim em criança, e dizer-me “Aguenta mais um pouco! Ama-te a ti mesma!”; se eu pudesse assim faria, agora só me resta dizer-vos a vós, para que não nos esqueçamos que as crianças um dia serão adultos, devemos tratá-las com respeito e não com indiferença.

A minha mensagem no dia de hoje é: não celebrem as crianças felizes, ajudem as crianças abandonadas e maltratadas e que precisam tanto da mão de alguém…             

O meu pensamento hoje vai para essas crianças que sofrem todos os dias seja porque motivo for (porque são demasiado pequenas para merecerem tais castigos) e para todos os adultos que têm uma criança que sofre constantemente, guardada bem no fundo de si mesmos…

O meu pensamento hoje vai para essas crianças que sofrem todos os dias seja porque motivo for (porque são demasiado pequenas para merecerem tais castigos) e para todos os adultos que têm uma criança que sofre constantemente, guardada bem no fundo de si mesmos…


A foto é minha por isso a sua cópia ou uso é ilegal. Por favor não roubem o meu trabalho.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Solidariedade e Gratidão


No dia 20 de Maio de 2012 as novas instalações da Cruz Vermelha – Delegação de Serafão foram inauguradas, trazendo á luz do dia a debutante equipa de direcção do núcleo, muitas caras curiosas, algumas personalidades do concelho e o distintíssimo senhor Francisco Alvim, a representar a Delegação de Braga.

As digníssimas celebrações foram iniciadas às 17h00, ao som das quais, o corpo de voluntariado nos saudou com uma parada na entrada das instalações - embelezada pelo fantástico arranjamento urbanístico, tão enaltecido, e que com certeza dentro de uns tempos conseguiremos admirar. De seguida iniciaram-se os discursos, onde muitos elogios foram tecidos às câmaras, á paróquia e aos benfeitores (anónimos) - que contribuíram para que a obra se realizasse. Pelo meio desses calorosos agradecimentos referiram-se as mãos que estiveram por detrás do projecto e que o levaram avante.


Muito se falou na crise, na falta de fundos, da necessidade de doações. Um apelo á generosidade e solidariedade deste povo que tem feito tantos esforços. Curiosamente um apelo feito inúmeras vezes por outros membros da delegação – para dar aos nossos socorristas um “espaço físico” confortável, como que uma recompensa pelo seu trabalho altruísta. Só posso desejar que a bênção que o Senhor Padre Carlos deu ao local possa abranger também o apelo dos novos dirigentes, e tocar o coração do povo que se juntou para esta celebração magnífica. 

Também se mencionou repetidamente a necessidade e a utilidade destas novas instalações, finalmente uma “sede digna e fundamental”; indagou-se até a hipótese de ser “uma das mais belas do concelho” quiçá a nível nacional – resumidamente um monumento que deve ser um ORGULHO para o povo desta freguesia e das outras que esta organização SERVE. Um agradecimento especial dirigido aos VOLUNTÁRIOS ou não, que se dedicam e dão o seu tempo sem pedir nada em troca, numa sede de contribuir e ajudar o próximo - na medida do possível, claro.

E quando tudo estava satisfeito com as palavras e os actos executados com todas as cerimónias, como de resto a ocasião requeria, seguiu-se uma visita às instalações e terminou-se com um pequeno lanche para todos os presentes. Parabéns a nova direcção e boa sorte. 

Gostava de salientar o discurso eloquente e inspirador do Dr. Alvim, um senhor no sentido literal da palavra, um homem com uma ligação longa á Cruz Vermelha e um carinho especial pela Delegação de Serafão. Falou com emoção enquanto recordava o nascimento deste núcleo, em 1992, e como ele acompanhou de perto o crescimento e desenvolvimento do mesmo; e esteve sempre atento e solidário com as dificuldades que já há muito se faziam sentir. E sublinhou, delicadamente, a necessidade de GRATIDÃO para com aqueles que trabalharam arduamente para que tudo isto se tornasse possível, uma palavra que ligou perfeitamente com a necessidade de SOLIDARIEDADE para com o próximo. Um acordar para alguns, tenho em mim essa esperança, porque nunca é tarde para agradecer as dádivas e ajudar o nosso semelhante. E deixou um último conselho para os que cá ficarão, o de continuar na “senda dos seus antecedentes” por um ambiente agradável e de entreajuda dentro da organização, e o de continuar o trabalho mantendo sempre a humildade e a dedicação que devemos ter para com o próximo.


Um caminho a seguir, um caminho talhado nesta instituição por um homem que foi homenageado nestas celebrações. Um grande homem que com força hercúlea ergueu este edifício, que neste dia todos admiraram e aplaudiram fervorosamente – este homem que todos conheceram - MANUEL VAZ AFONSECA. Lembrado mais uma vez com saudade pelos que o conheceram e reconheceram pelas qualidades verdadeiramente altruístas, solidárias e honestas; que deu corpo, alma e coração para que os seus conterrâneos pudessem usufruir duma assistência médica com qualidade e acima de tudo com prontidão. E tantas coisas mais poderia eu dizer, tantas coisas que não são ditas mas estão cravadas nos corações e que sempre sentirão saudade de quem partiu.

E porque uma imagem vale mais que mil palavras deixo-vos com esta que contém as palavras suficientes para designar o que foi a “Inauguração da Cruz Vermelha – Delegação de Serafão”.









A foto é minha por isso a sua cópia ou uso é ilegal. Por favor não roubem o meu trabalho.

sábado, 26 de maio de 2012

Sugestão 1#

Recentemente fiz uma apresentação sobre o conto "O caso curioso de Benjamin Button" por F. Scott Fitzgerald. Uma história muito interessante e "curiosa", muito diferente da visão apresentada pelo filme, e por isso mesmo aconselho vivamente a lerem e a tirarem as vossas conclusões.
Versão Original:
http://xroads.virginia.edu/~hyper/fitzgerald/jazz/benjamin/benjamin1.htm

*Não encontrei uma versão em português infelizmente.

Aconselho que vejam o filme também, uma boa maneira de comparar as diferenças culturais e morais das duas épocas.

Aquilo que eu posso dizer é que é uma lição de vida, e tem tantos pormenores que analisados a lupa nos levam por caminhos que não poderíamos imaginar numa primeira leitura.
Não vou dar mais pormenores vou deixá-los a mercê da vossa imaginação.


(The image goes directly to the 
site of the creater of this edition)


 Concluo com este pequeno excerto do filme, que para mim diz muito...

















E numa nota de rodapé deixo-vos este poema, que pode não parecer mas relaciona-se perfeitamente com esta história, espero que goste desta minha pequena revisão/resumo da minha interpretação deste conto. Conto com as vossas opiniões:

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I marked the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.