domingo, 30 de dezembro de 2012

Insomnia

Hmhmhm estou acordada de novo, é altura de publicar mais uma história sem pés nem cabeça só porque não consigo adormecer...

Amaldiçoou o inventor das drogas para dormir, seu falso amigo... Até o meu telemóvel me abandonou, acho que se encheu de me ouvir a rasgar todo o cd dos Queen, oh senhor porque me deste uma voz tão desafinada?

Não sei se viram o filme, mas insónia pode levar á loucura, penso que estou a chegar lá. Vir escrever sobre não conseguir dormir, está perto da loucura... Mas cá estou outra vez... Sem nada para dizer, mas imensamente aborrecida... Ha vou jogar farmville, sim sim sou lame, mas ao menos faço alguma coisa, e dá-me sono... One can only hope...

E eu pensava que este filme era do Stephen King, mas afinal não... Mas se gostam de Stephen King, e eu assumo que toda a gente gosta lol... Eu aconselho Cujo - se querem ficar toda a noite paralisados na cama com vontade de ir a casa de banho, mas demasiado assustados para pôr os pés no chão porque podem acreditar há um cão debaixo da minha cama pronto a comer-me os pés!!!!

Oh senhor porque me fizeste uma louca? Oh desculpem minhas idiotices mas estou louca lol... Bem a todos vós que estão a passar pelo mesmo problema que eu, espero que adormeçam só ao ler esta coisa estranha e confusa...

Boa Noite...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

The Greatest Love Of All



"Learning to love yourself it is the greatest love of all"


Todos vocês conhecem, com certeza, esta melodia da falecida Whitney Houston. E eu acredito muito nessas palavras, que o maior amor que podemos sentir é por nós mesmos - se não gostar de mim quem gostará?

Tenho que sublinhar sempre este ponto, eu não sou perfeita, não sou um guru espiritual e sou a última pessoa no mundo a quem devem conselhos. Já o disse e também já o confirmei aqui, que eu sou uma mistura muito complexa de emoções, experiências e pensamentos muitas vezes estranhos - que fazem de mim quem eu sou. Nada de muito especial, nada de muito extraordinário, algo muito louco e imcompreensível até por mim, mas é a minha personalidade. Já me disseram que tenho uma personalidade forte, por os mais variados motivos, mas eu sou a primeira a dizer que uso a minha melhor carapaça todos os dias, mas por dentro é um turbilhão de inseguranças, medos e ansiedades que nem ao diabo lhe apetece.

Este momento é um momento chave na minha vida, um momento em que tenho que provar a mim mesma que consigo fazer o impossível... E se não o fizer não sei como sair do buraco onde vou cair... Pois é.. É uma encruzilhada do diabo, não sei se volto atrás, não sei se tenho coragem para desbravar aquele caminha escuro, ou se me mantenho muito quietinha na esperança que a vida não note que estou aqui neste buraco "raso".

Os positivos vão encorajar-me a arriscar, mas que faço eu se perder tudo? Fico sem jogo nas mãos, quem me garante que se abre uma janela? Eu gosto de segurança na vida, não gosto de andar na corda bamba... Por outro lado cada vez mais me sinto reprimida, por mim mesma, a tentar seguir um caminho muito bonitinho e seguro, que em breve vai fazer a minha cabeça explodir...

Não sei que vos diga... Não sei que me diga a mim mesma, hoje vim aqui á procura de um pouco de atenção de consolo, que ás vezes acho que só consigo aqui - onde existem pessoas tão ou mais complicadas que eu, e que sabem o que é viver neste tormento de vida... 

O que me consola hoje... Um chávena de chá com o mel caseiro mais maravilhoso do mundo, isso sim faz-me sentir aconchegada... E quem sabe mais logo se me dá uma inspiração....

*Espero que tenham podido passar um Natal Feliz com os que vos são mais queridos (Até pode ser que me dê para vos contar a história do "Natal" deste ano da família Afonseca)....

*E se o meu mau humor não mudar, desejo-vos um Próspero Ano Novo - que seja melhor que 2012...



domingo, 23 de dezembro de 2012

E está a chegar o Natal…



Há uns anos estaria provavelmente a queixar-me de que o Natal é uma das grandes “empresas” responsáveis pelo consumismo excessivo e o “mimosear” desnecessário que se é dado às crianças nesta época natalícia. Mas agora com a crise, crise e mais crise, a coisa já está mais difícil – contudo tenho a certeza que não faltaram por aí consumidores ávidos de bens materiais, que supostamente trazem nos seus embrulhos exageradamente decorados – o chamado espírito de Natal. É uma época de excessos de todas as maneiras possíveis e imaginárias, como se o facto de ser Natal pudesse justificar os mesmos. Eu dou do género de pessoa que gosta de dar sermões, mas neste caso acho que já estarão fartos de ouvir que isto é uma época para dar graças por termos família e comida na mesa para celebrar a noite de Natal. 

Deixem-me então levar-vos a pensar noutra coisa: e aqueles que nem sabem que é Natal? Estamos aqui nós, o “povinho português” a queixar-se que não há dinheiro para comprar o bacalhau que mais fará as prendinhas para os 50 membros da família; quando todos os dias milhões de pessoas por todo o mundo dão graças apenas por estarem vivos. E que tal pensarmos por um instante neste Natal? Temos este sentimento, um pouco egoísta, de que com o mal dos outros podemos nós bem, mas não nos lembramos que talvez até somos bastante afortunados. Não temos que olhar para cada esquina quando caminhamos na rua – com medo de sermos esfaqueados; não temos caves em casa, preparadas para serem usadas como trincheiras em caso de ataque inimigo e podemos dormir com a mínima certeza de que amanhã vamos acordar.



Para mim esta época nunca fez muito sentido e da há uns anos para cá tornou-se numa das alturas que mais me entristece. E não estou aqui para dar lições de moral porque eu também me incluo no grupo de pessoas que se queixam muito e têm muita sorte na vida. Mas esta época em especial faz-me pensar no sentido da vida – se é que há algum sentido – e faz-me pensar no conceito de família. Até agora o Natal nunca foi Natal para mim, sempre achei que faltava qualquer coisa – e afinal tinha tudo, e como sempre só nos apercebemos disso quando perdemos. Eu não queria brinquedos, nem roupa, nem dinheiro – isso não me diz nada, apesar de ser um pouco consumista, admito, mas tenho o meu limite. Não, eu queria um Natal como o das outras crianças, nunca me senti integrada. Por isso o Natal para mim agora é só mais um dia como outro qualquer. 

Mas queria que vocês fizessem esta experiência comigo – pensem nas pessoas que vivem na outra metade do mundo – na metade que nem consegue imaginar a ceia da consoada porque nem sabe se terá comida para hoje. E que podemos fazer? – dizeis vós. O que não falta aí são organizações de solidariedade que trabalham pelo mundo fora. Mas eu não ia tão longe, a realidade do 3º mundo está mais perto de nós a cada dia que passa – e há muita gente a passar fome aqui em Portugal.

No outro dia vi uma publicidade que me tocou, de tal forma que não consigo não pensar nisso constantemente – que dizia basicamente que um valor de um café equivale a uma lata de atum. Pois é, tão simples assim – e agora sempre que desejo um café penso não, vou guardar este dinheiro e quando for ao supermercado vou dar uma lata de atum a alguém que tem fome. Não é muito, mas é um começo, se todos ajudarmos  com o que pudermos podemos dar a mão ao próximo que nesta época faz o dobro do sentido, esta época que todo o mundo sente a dificuldade da crise e da pobreza que lhes bate à porta.



Por isso este Natal em vez de comprarem aquela camisola que não pode faltar no vosso armário, ou aquele jogo de consola que o vosso filho não pode viver sem ou aqueles brincos que ficariam divinos nas orelhas das vossas esposas – guardem esse dinheiro e ajudem alguém. Acreditem que no fim do dia vão sentir-se muito mais satisfeitos do que se tivessem gasto o dinheiro em mimos para vós mesmos. Não há nada mais satisfatório que ajudar alguém, ser altruísta. E juntem a vossa família, não só no Natal, mas todos os dias se for possível. Dêem valor ao que têm e não ao que desejam, porque amanhã podem perder tudo e aí não há forma de voltar atrás. Neste Natal dêem graças por estarem vivos e com saúde; e façam uma coisa boa por alguém. É uma ideia, mas é assim que algo de grande começa – uma pequena ideia plantada na nossa mente.

Desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos vós, na medida do possível. 


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Those Days...


They sat by the window, he played the guitar and she sang about love and life... They spend their days wondering together, how much happier could their life be? There in the land of dreams where forever doesn´t seem long enough.

They promised each other to love and care, in sickness and in health - forever to each other... And they believed it would come true. Life those days seemed like jumping on clouds, and picking up forget-me-not´s and laughing in the rain... Happiness was all there was, and all there was ever going to be...

Free and happy, they both held each other in those moments of pain and lost; and sat side by side through the good moments life gave them...

Life was easier then, every problem was solved in the tenderness of a kiss, in the embrace of the bodies, in the act of pure love itself - they become one. 
 


They knew that was true love, because when it happens you know nothing in life ever compares to that. Those moments when the sun was setting and they had to say goodbye in the little bridge, oh those moments. Those were moments of pure happiness because they didn´t want to go, they couldn´t make themselves to say goodbye, and when they did they smile happier than ever - because the second they walked away they missed each other, and they knew they would have the rest of their lives to be together.

They talked for hours, about life and his mysteries, about their future and about nothing at all.. It didn´t matter what, they were inebriated by the clouds of love... It seemed all but so perfect... Walking side by side, hand on hand, smiling and laughing, kissing and feeling each others heart beat faster than the speed of sound....

Those were the days of their lives, the days they will never forget. For some it might look like a dream but not for them, because they will always have those memories... And nothing can take it away...

But life goes on, time passes, life happens and big dreams sometimes don´t last... Either way they will always have that bridge to come back to, when it hurts, when they finally realize... Maybe on the other side of that bridge he will be waiting for her, to hold her once more and forever....