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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Não estou a defender ou a criticar a praxe, é uma opinião pessoal e subjectiva sobre um tema da actualidade


A mim o que me irrita é fazerem um circo dos horrores á volta da praxe por causa de 6 meninos riquinhos, cujos rabiosques ainda cheiram a cueiros (como diz a minha avó), que estavam tão aborrecidos nas suas vidinhas pequeninas e decidiram fazer um fim de semana no Meco (sim porque quem pode pode) e acabaram a dar á costa, sem vida, unica e exclusivamente pela sua estupidez extrema.

Todos nós com uma televisão por isso sabemos que o mar está farto de esbordar-se terra fora, eu não conheço gente rica mas acho que eles ainda usam disso; ninguém no seu perfeito juizo se poem numa situação daquelas (se bem que por todo o mundo existe aquela raça de gente que se regogiza em estar na primeira fila das catástrofes, sim porque tem imensa graça filmar ondas gigantes, tornados e cheias) por isso além de imaturos o tico e o teco não jogavam juntos; e por fim, ninguém viu um gajo com uma arma (sociedades secretas sem munições o.O) a obrigar aquela malta a alugar uma casinha e ir brincar aos castelos de areia juntos do mar revolto, durante a noite. -.-

A sério há muitas coisas que ouço todos os dias e me faz revirar os olhos mas esta conspiração que se tem visto na última semana, nos noticiários nacionais, esta a dar-me uma azia desgraçada. Sem querer ofender susceptibilidades, vamos parar de limpar o cuzinho desta gentinha rica e não atirar areia para os olhos do povo, temos de aceitar a realidade: as pessoas são estúpidas, com ou sem praxe! Eu não tenho pena nenhuma, quem se arrisca assim não tem desculpa; foram ao mar e perderam a vida, olha não fossem. Eu guardo a minha compaixão para os que são devastados por tragédias reais, dia após dia. Não tenho tempo para jogos dos media.







quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“Já lá vai o tempo em que se trocavam votos por micro-ondas”

Fico estupefacta perante a minha pureza de espirito; aqui estava eu julgando que o povo já estava “sabido” no jogo político, e por isso não se deixariam ser ludibriados por falsas intensões e promessas, e estava redondamente enganada! A vida é feita destas duras lições, mas eu mantenho o meu espirito positivo e espero que a sociedade se transforme, e sejamos um pouco mais altruístas e solidários para com os nossos vizinhos – e não daria eu uma boa política? Não, porque a ironia não é o mesmo que a pura mentira!
jornalavem.wordpress.com

Lá na terra dos Deuses, há séculos atrás, uns quantos ideologistas orquestraram um plano de meticulosas regras e punições, que Nicolau Maquiavel  viria a rotular de “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo"”. Trocaram as togas pelos ostentosos fatos que agora envergam; mudaram os termos para despistar a falta de criatividade, mas a política é a mesma – mascarar a simples e pura ignorância por detrás de um vocabulário que o cidadão mais humilde toma por “caro” e assume, erradamente, por “entendido”. Com esta observação subjetiva podem concluir, e com razão, que não sou mulher de políticas. Nunca senti um apelo particular pela ideia, e agora que compreendo um pouco mais, tenho-lhe ainda mais aversão. É um jogo de indivíduos pretensiosos e vazios daquilo que entendo por política (uma luta pela igualdade e o bem-estar de todos), logo prefiro não tomar uma posição ou discutir partidos – é uma daquelas velhas disputas que nunca mais acabam (e que na minha opinião servem para muito pouco). No entanto, estou consciente que uma sociedade anarquista não é exequível e compreendo a necessidade de manter um qualquer tipo de ordem para o funcionamento (bom ou mau) da sociedade. De qualquer maneira não consigo aceitar que ainda ninguém tenha avançado com uma ideia melhor para resolver o “problema”, duma forma mais justa e civilizada – não cabe na minha cabeça que um governo se ache no direito de atacar outro, usando-se de razões dúbias, e depois saqueie descaradamente as riquezas naturais do mesmo!

Passando à frente desta minha observação, e ainda no campo politica, hoje opino a propósito das eleições que ocorreram por todo o país. Incomoda-me o tempo que dedicamos às promessas vazias que se repetem em panfletos copiados e cansados do mesmo; aos espetáculos circenses que imitam um genuíno interesse nas necessidades do povo; e à monopolização do tempo de antena – dando preferência a uns em detrimento doutros. E de quatro em quatro anos sou obrigada e levar com os panfletos, que só demonstram a desconsideração pela preservação das florestas; e a poluição sonora dos carros de campanha, que numa época de contenção são mais um luxo despropositado; e pior que isso, os chocolates nas caixas do supermercado! Vou explicar esta frase aparentemente fora de contexto: os supermercados colocam as malditas guloseimas nas caixas de pagamento para que se tornem mais atrativas (e confesso que resultam vergonhosamente comigo); tal como as, aparentemente, inócuas “oferendas” que os partidos distribuem estrategicamente mesmo às “portas das urnas” – figurativamente! Acho desonesto da parte dos supermercados obrigarem-me a comer chocolates, gomas e pastilhas elásticas, quando sou claramente capaz de decidir por mim mesma se quero uma guloseima ou não! Já fui por mais que uma vez ao supermercado, unicamente para satisfazer a minha gula! Obrigado mas não obrigado “Grande Pai”, mas eu não vou eleger um saco de m&m´s porque hoje tenho maças! Não me fazem cáries só porque num momento de fraqueza vacilei, e importam-se com o meu bem-estar e em dar-me o que preciso.

Afinal tudo está ligado à política – assim como a religião e qualquer outra “empresa” que gera e acumula zilhões! E é a isto que chamamos de humanidade – a lei do mais forte com o único objetivo de acumular mais e mais riqueza!
graosdeareia.wordpress.com


E no fim somos cinza, pó e depois, nada. Não parece tudo tão absurdo quando vemos desta perspetiva?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Entry 11#

Today I was reflecting about abandonment, poverty and homelessness – you see this city is wonderful but if we take a closer look we see reality, everywhere there is people sleeping on the streets and begging for money. It´s a disease that has increased alongside the economic crises our country is going through at the moment. More and more I see all kinds of people going through trash cans and searching for leftovers or clothes, or something they can sell to make money.

The other day I was having coffee with my family and 3 people that looked very hungry, asked for money to eat. I caught myself thinking so I asked my grandma, why do this people end up here? Don´t they have families that can care for them? Doesn´t anybody care? And I cried a little. I know I am ridiculous, but is it really that ridiculous to care about people and their suffering? What did they do to deserve to end up their days in the streets? I don´t believe in god, I have my reasons and I won´t get into that discussion because it is pointless and it only lead to trouble – so I realize they are victims of the harsh reality that is the poor economic management  our country suffers from.

Does anybody care? Every person is so obsessed and concern about their own lives and trivial problems, they don´t realize how lucky they are. That´s why they pass in front of these people and choose to ignore or pretend they don´t hear their cry. It is unfair that these human beings are seen as disposable citizens because they no longer contribute with work. We are people we´re not numbers on a computer! There are millions of houses that are sealed by the banks because their habitants can no longer pay their loans, so why can´t we give them to those in need? Maybe they can rise from the ashes and live with some dignity? Just because their selfish sons don´t give a damn doesn´t mean that we as a society are responsibility free! I feel so sad I have to be an adult in a world that is disappointing in so many aspects; I just want to live in a world that cares.


I´ll leave you to think about this, please reflect. If you can make an effort you´re making the difference that may be essential in the solution of this situation.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Portugal, Deprimente!

É com os olhos virgens de uma sonhadora que “amando”, esperançosamente, uns olhares esguios ao noticiário da TVI enquanto depenico nos resquícios do meu salmão grelhado – e dou por mim a rir tão incontrolavelmente que juraria ser milagre não me ter engasgado com uma espinha – para mim uma tragédia por dia é suficiente! O meu desdém pela comunicação social nacional já se demonstra bastante agravado, mas a cada dia a barra de qualidade atinge níveis extraordinários de inutilidade, estupidez e ridículo. É ridículo a quantidade de areia que tentam atirar-nos aos olhos - e o povo gosta! Que se pode fazer?

Quase que dou um “passe” aos comentários idióticos sobre a peça “Iowa legaliza a venda de armas de fogo a deficientes visuais” – porque é uma realidade aparte do resto do comum dos mortais, e claro porque nosotros (a.k.a. ocidente) comemos cultura norte americana às toneladas (see what I did there?), hmm melhor que caracóis não é? Olhem a lógica ocidental: Já que damos armas aos putos, que ainda não saíram do armário, e vai daí um dia apetece-lhes dar um tiro na testa do professor; porque não dar uma espingarda a uma pessoa que não consegue ver? O que é o pior que pode acontecer? Confundir a namorada com um assaltante e depois - porque claro que ninguém no seu juízo perfeito vai condenar este individuo – acabamos com uma jovem assassinada e um culpado que sai impune! E é este tipo de comportamento que estamos a gravar nas mentes influenciáveis das crianças, que no futuro vão matar a mãe porque esta não lhe comprou o novo jogo da playstation (ou o que quer que seja que os miúdos gostam hoje em dia, quem sabe?). A minha repulsa por tudo “americano” podia ter aumentado mas já estou imune, já nada me impressiona dali. E rio muito e honestamente, porque tristezas não pagam dividas e se não somos capazes de nos rir de nós próprios (e por “nós” digo sociedade), bem, nem vale a pena rir de nada!

Mas fico possessa quando de seguida dedicam um segmento, de 10 minutos à vontade, ao aperto de mão que o cristianinho deu a outro qualquer jogador – e que aparentemente deve ser algo raro no país ao lado - porque não vejo outra explicação para tanto alarido. E para acabar os dez minutos em beleza, as imagens mais “frescas” de um outro jogador que foi para não sei onde e que, preparem os vossos corações, terá problemas em adaptar-se à nova cultura e aposentos. Pobre rapaz deve ser mesmo chato largar as saias da mamã para ganhar mais uns míseros biliões. Estou mesmo preocupada com esta questão tão mais importante do que os idiotas dos americanos a oferecer bombas a literalmente qualquer pessoa que as quiser! Mais meus amigos, só em 2 ou 3 estados é que são obrigatórios exames visuais antes de obter a licença de posse de arma! O que significa que nem é preciso fazer testes para, sei lá, avaliar a capacidade mental necessária para saber distinguir quando usar uma arma, ou melhor, quando não a usar (que na minha opinião deveria ser 99% das vezes)! Como podem confirmar no vídeo, a licença até pode ser obtida na internet! Deus como é que é possível que a burrice desta “Nação” não esteja sob a nossa lupa todos os segundos de todos os dias?


Outras notícias de grande interesse nacional? O Passos Coelho inaugurou uma escola, e os professores de EVT estão no desemprego! Só eu vejo a ironia? A ignorância deve ser uma bênção! E mais areia para os olhos de todos nós. Fizeram a autópsia ao cadáver da criança que foi negligenciada pelo pai, mas que provavelmente foi só esquecimento por isso vai passar uma noite num quarto financiado pelo estado e amanha já nem se lembra disto. Uma pobre toureira está nos cuidados intensivos e o diagnóstico é reservado. Mais uma vez, sofro imenso por mais esta pessoa que ficou ferida ao incitar um animal inocente a, literalmente, atacá-la com o único propósito de entreter o povo num ritual de matança público – que lamento imenso queridos apreciadores, mais vale chamar: um regresso ao degradante espetáculo de gladiadores ao estilo do império romano. Só falta um idiota envolto num lençol a gritar “soltem as bestas”!


Hoje sinto-me uma velhota que vive na montanha e só sabe reclamar sobre o governo!

 E mais um tesourinho deprimente no capitulo da História de Portugal!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vaidades & Hipocrisias

Não é fantástico como assim que encontramos balanço espiritual todos os nossos sentidos ficam muito mais apurados? Tenho-me encontrado a ouvir mais e a falar menos, gosto do papel de observador, e as vantagens são imensas para o meu desenvolvimento cultural… Sim, também inclui o uso de um vocabulário mais rico e variado, e com um cheirinho de presunção que nunca matou ninguém. Para além disso, encontro inspiração no dia-a-dia e dou comigo a pensar e a analisar os ramos intrincados dos comportamentos e conversações triviais. É a volta ao mundo terreno e ao mesmo tempo ao recanto do meu consciente - onde me enrolo num manto de introspeção que me aquece a alma – são as pequenas coisas que me fazem feliz.

E agora que já desenvolvi demasiado sobre coisas que só interessam à minha pessoa vamos passar ao que me interessa. A querida Judite de Sousa estava hoje num programa de tarde qualquer, a falar sobre um senhor (que infelizmente não reconheci e por isso não o armazenei), e fez um curioso comentário: só as grandes mentes possuem um intelectual musculado e por isso exigem e apreciam uma discussão bem fundamentada (não são as palavras exatas mas a ideia era mais ou menos esta). Isto fez-me pensar que afinal a Judite é um bocado presunçosa (cheia de si mesma ou vaidosa) afinal de contas não é muito educado gabarmo-nos das nossas qualidades intelectuais ou outras. Já não tinha uma grande impressão da senhora e não melhorou definitivamente. Garanto-vos que conheço a minha quota de idiotas convencidos que por usarem meia dúzia de palavras cultas e decorarem dois factos interessantes sentem-se os senhores de toda a verdade! Especialmente pseudoartistas (ego explosion). E depois disse a mim mesma: que hipócrita!

Não sou uma mulher que passa o dia a aprazar-se de suas qualidades - até porque me culpo muitas vezes por tanto falar dos meus defeitos. Mas é certo que sinto uma grande satisfação quando alguém aprecia o meu trabalho ou simplesmente congratula-me pelo vestido que trajo – não somos todos um bocadinho hipócritas quando criticamos alguém por dizer a verdade quando no fundo esperamos que alguém o faça por nós? Hipócritas e falsamente humildes. Pois é, eu sou culpada desse mesmo pecado mas isso não faz de mim melhor que ninguém, faz-me humana. Eu sei que sou um bocado egocêntrica e escrevo mais para a paz da minha alma, mas o meu maior desejo é partilhar um pouco de mim e relacionar-me com quem procura as minhas palavras – eu sei que por vezes me faz falta alguém que tenha passado pelo mesmo que eu, para não me sentir tão só na minha dor. O que não desculpa ou justifica o comportamento da senhora mencionada, infelizmente tacto é uma coisa que não "não lhe assiste", passando a expressão. Mesmo assim não tenho o direito de julgar uma pessoa unicamente pela imagem que ela passa na televisão ou pelo que as pessoas dizem dela, se não damos uma oportunidade nunca vamos conhecer ninguém intimamente. Todos temos defeitos e todos nós já nos arrependemos de algo que dissemos num momento nada fiel ao nosso carácter.

Por isso não interpretem mal as minhas palavras ou a maneira como ajo naturalmente, não tenho um pingo de falsidade ou presunção, não caminho nas nuvens rodeada de ornamentos de ouro, como muitos me julgam. Não, eu dou graças por tudo o que tenho e sei que nada é garantido, não tenho pouco ou demasiado mas o que tenho trabalhei e trabalho por isso. Foi esse o legado do que o meu avô me deixou - muito amor e compaixão, e as ferramentas necessárias para ser uma mulher independente e orgulhosa de si mesma. As minhas palavras por vezes não são as mais corretas ou sequer as mais educadas mas a malicia e a inveja são por vezes intoleráveis à minha índole, não fui educada a sentir tais afeções. A felicidade é mais fácil de trabalhar que a inveja.

Pensem bem antes de julgar alguém, quem nunca pecou que atire a primeira pedra. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Coisas que me revoltam....

Ultimamente um sentimento de raiva consome a minha alma. Note-se que não sou o tipo de pessoa que sente inveja ou faz juízos de valor; mas há certas coisas que observo e que não posso evitar censurar visceralmente! Cada vez que ligo a televisão não posso evitar expressar vocalmente a minha incredulidade – incêndios, mortes, o 2ª regaste que o governo considera, os conflitos no Egipto, a declaração de guerra dos Estados Unidos contra a Síria… Sinto-me revoltada e não vou desenvolver sobre estes assuntos de momento - estou a tentar controlar a minha frustração.

elicaespanhol.blogspot


E agora perguntam vocês (digo eu muito esperançosa), se não vou falar sobre isto porque é que o referi? Ora bem, a ideia surgiu-me exatamente por estar atenta ao noticiário da noite (e ao programa anterior), relativamente ao tipo de informação e à forma como decidem na importância de cada tema.
Uma coisa que devem saber sobre mim: faz tempo que não sigo atentamente a televisão nacional, sim eu sei que parece ridículo mas é verdade! Sinceramente não compreendo a utilidade e o objetivo dos programas de entretenimento; o conteúdo e as caras são as mesmas de à 15 anos atrás (por mais que o nome mude) e para além disso a seleção de “pessoal” cada vez mais me parece dúbia e lamentável (hint hint para a nova aquisição da TVI ao sábado de tarde).

De seguida vêem os noticiários, que ainda resistem a esta onda de desastres televisivos, mas falham também em conteúdo. É certo que fazem uma passagem breve pelos assuntos da atualidade nacional e mundial, por vezes até desgastando e esmiuçando noticias bastante planas. Mas toda a atenção foca-se nas coisas mais triviais possíveis! Notícias sobre recordes mundiais, concertos e festivais (transmitindo close-ups de jovens a tomar banho?!), fofocas do mundo dos famosos, já para não falar da famosa entrevista da Judite de Sousa ao jovem milionário, que é basicamente famoso por ser milionário! Por vezes tenho de me beliscar para confirmar que não estou dentro dum pesadelo jornalístico…


www.vintag.es 
Desde pequena que sonho em experimentar um pouco de tudo o que este mundo tem para me oferecer, e ultimamente sinto-me inclinada para a comunicação social – gostaria de construir uma carreira sólida como jornalista. Mas nunca me associaria a um conceito televisivo cujo único objetivo é adormecer nossa qualidade inquisitiva e baixar os nossos parâmetros de qualidade e proficuidade. Sou um bocado idealista e quero mudar o mundo passo a passo (o sonho comanda a vida!); preciso de “abanar” os conceitos e regras da sociedade e inserir um chip nas mentes do mundo, um chip que obrigue as nossas mentes a questionar tudo! A palavra é o instrumento ancestral e fulcral da humanidade, precisamos de redescobrir esse poço de possibilidades e beber da fonte do saber. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Reality Check

Não sei bem porque, mas nos últimos meses desejo intensamente escrever sobre mil e uma coisas e simplesmente não tenho confiança. No momento em que a minha vida deu uma volta “negativa” senti uma força que de certo modo se traduzia numa sensação de imortalidade… não importava o que fizesse ou dissesse, não tinha medo porque nada ia superar o sofrimento que dominava a minha alma. E agora sinto-me extremamente consciente de que estou a ser julgada pelas pessoas, que se interessam em ler isto; e acima de tudo que esse julgamento é mais importante para mim do que outrora era a minha única forma de “expressão pessoal”. Esse sentimento de “não ser suficiente” lançou uma sombra sobre todos os aspetos importantes da minha humilde existência. Nunca em toda a minha vida duvidei tanto e tão intensamente de todas as minhas capacidades, na verdade sempre me senti confortável na minha pele e capaz de atingir todas as metas a que me propunha sem dificuldade… agora não tenho coragem de colocar metas porque metas são um compromisso que à partida não vou cumprir.

thegalleryfromoverthere.wordpress.com
Mas estou a obrigar-me a derrubar estes muros que se construíram à minha volta, e estou a tomar mais interesse nos temas da atualidade. Estou a tentar construir bases que aos poucos me fazem sentir mais confiante para expor um pouco do meu intelecto, e sentir-me novamente presunçosa das minhas qualidades jornalísticas. Afinal que tenho eu a perder? Nunca vou conseguir agradar a toda a gente e procurar validação noutros não se compara com a necessidade que tenho em me expressar e de ganhar a minha voz. Vou tentar mais uma vez sair deste momento negativo e encontrar a minha força no meio de todos os meus medos e inseguranças.

Sinto que levei um duche de realidade e não está a ser uma experiência agradável embora seja necessária. Por vezes passamos o tempo envoltos numa bolha dos nossos problemas e esquecemo-nos que existe um mundo lá fora que está a desmoronar-se dia a dia. Faz-me lembrar uma cena dum filme ou serie televisiva, em que uma pessoa positiva e alegre descobre que o mundo afinal não é feito de arco-íris e póneis rosa; esse choque é demasiado e a tristeza e depressão instala-se duma maneira aterradora. Vejo o telejornal e choro piamente porque não acredito o quão egoísta tenho sido até agora (e que ainda se nota pelo longo discurso totalmente egocêntrico) e também porque não sei como posso contribuir para a solução de cada problema. Porque acredito que se não somos parte da solução somos parte do problema, vejo a inércia das pessoas e lamento que prefiram ignorar e focar-se em coisas triviais… é com tristeza que vejo um parte do mundo em conflito por motivos políticos ou religiosos e a outra parte olhando de longe como se fosse um filme que nunca será a sua realidade.


www.pauldavisoncrime.com
Hoje o meu coração bate mais forte pelos 5 bombeiros que lutam nas urgências hospitalares, pela sua bravura no combate aos incêndios que este ano já provocaram a morte de 4 pessoas - que se arriscaram voluntariamente e de forma altruísta para servir as suas comunidades. E pelas pessoas que tanto perderam com este fogo que ainda flagra intensamente, desejo que continuem com força a reconstruir as suas vidas.